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Feliciano x Cauê: 'PL não foi votado por causa dele'

Cidades

andré rossi região | 18/08/2018-17:34:37 Atualizado em 18/08/2018-17:26:19

Autor do projeto de lei 31/2018, conhecido como "PL dos Bois", que pede a proibição do transporte de animais vivos nos portos do Estado de São Paulo, o deputado Feliciano Filho (PRP) criticou a postura do presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), Cauê Macris (PSDB), por supostas "manobras" para evitar que o projeto fosse à votação antes de novembro. O político afirma ainda que o tucano é "autoritário" e está sendo "o grande responsável pelo sofrimento e agonia" dos bois.
O texto foi apresentado em fevereiro deste ano e recebeu parecer favorável nas comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Meio Ambiente. Uma emenda que permitia o embarque, desde que seguidas regras "nacionais e internacionais de cuidados com o animal", foi rejeitada pelas comissões. Tecnicamente, o projeto pode ser votado desde o dia 5 de julho, porém sua apreciação pelo plenário foi adiada diversas vezes.
Feliciano Filho entrou em contato com o TODODIA para responder às explicações dadas pela assessoria de Cauê Macris, em matéria publicada no jornal no dia 3 de agosto. "O que a assessoria colocou não é verdade. O PL 31 não foi votado até hoje por causa do Cauê Macris. Ele é o grande responsável pela agonia e sofrimento dos animais. (...) Ele tem que pedir perdão primeiramente para os 62 deputados que queriam votar o PL e ele, simplesmente, numa manobra regimental que ele usa como lhe convém, não colocou em votação", disse Feliciano.
Em posicionamento no começo do mês, Cauê afirmou que "convocou o Congresso de Comissões, por duas vezes para que ele (PL) fosse votado nas comissões (...) depois, por duas vezes ele levou o projeto ao Plenário para votação". Segundo Feliciano, o projeto só foi à votação devido à deputada Analice Fernandes (PSDB), que estava ocupando a presidência da Alesp. O parlamentar também diz que seu agradecimento para Cauê no dia 27 de junho, por ter colocado o projeto em regime de urgência, se deu antes das "manobras".
"Quem pautou o projeto foi a deputada Analice, nas comissões. Ele falta com a verdade quando diz isso. Ele está defendendo meia dúzia de pecuaristas em detrimento da sociedade. A sociedade tem o direito de votar esse PL. (...) Ele pautou minha urgência de má fé, com projeto de outro deputado junto. Nem sabia que tinha sido pautado junto. É artimanha. Pauta com outro, que pediu inversão para ter obstrução", afirmou o deputado.
Procurada, a assessoria de imprensa de Cauê Macris informou apenas que mantém o posicionamento dado no último contato.
ATIVISTAS
Há cerca de dez dias, o grupo Nação Vegana Brasil realizou um ato em São Paulo criticando o deputado Cauê Macris por não ter colocado o PL 31 em votação. Inicialmente, a intenção dos ativistas era localizar o parlamentar na cidade para protestar. No entanto, o ato acabou ocorrendo na Avenida Paulista, em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). Cerca de 150 pessoas participaram, segundo a organização do evento.