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Juíza quer celeridade em obras

Esportes

ELIAS AREDES CAMPINAS | 12/07/2018-21:31:37 Atualizado em 12/07/2018-21:29:35

Após a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) confirmar em última instância a sentença que assegura a posse do Brinco de Ouro ao empresário Roberto Graziano, a juíza Ana Cláudia Torres Viana afirmou ontem que todos os movimentos serão na direção de proporcionar a aceleração das obras de construção de um novo estádio ao Guarani, além de um Centro de Treinamento e clube social. Todas as exigências estão previstas em sentença judicial emitida em julho de 2015.
"Por enquanto não havia decisão final. Agora é o momento para se tratar desta agenda", disse a juíza em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas. Para ela, não há justificativa para "enrolação" por parte do futuro detentor do Brinco, que já tem em mãos a carta de arrematação. "A pressa é dele porque ele precisa acelerar a agenda (construção) para ter a posse do imóvel", afirmou.
Para a juíza, como se trata de um processo atípico, existirá a formulação de uma comissão com integrantes do Judiciário e do clube campineiro para acompanhar a execução e andamento das obras. "Este processo é atípico porque é de Campinas e com muitos interessados. Queremos uma comissão que envolva as pessoas", afirmou Ana Cláudia.
A juíza deixou claro: não há hipótese de Roberto Graziano desistir do negócio e muito menos da construção da Arena. "Tudo isso foi conversado em todas as instâncias. A decisão do TST só muda porque não pode ser revertida em qualquer outro recurso. O título do Roberto (carta de arrematação) não significa nada sem a autorização judicial. Precisamos definir e ter algo bem transparente porque este é um processo histórico", completou.
Quanto ás ações trabalhistas, Ana Cláudia afirma que 400 ações já foram quitadas em uma primeira etapa e que correspondiam às dividas antigas do clube. Uma nova etapa foi estabelecida para quitar débitos trabalhistas contraídos desde 2015 e que totalizavam 100 processos. A expectativa é que os 40 débitos restantes sejam quitados até o final do ano.
O montante gasto por Roberto Graziano não foi estimado pela Juíza, que promoverá um levantamento. Para quitar o valor restante referente às 40 ações trabalhistas, ela espera desbloquear uma ação que estava travada na Justiça de São Paulo e que totalizaria R$ 3 milhões.