OK

Copyright TodoDia Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização por escrito do TodoDia Online.

Close

Pela 4ª vez, Brasil cai após gol de bola aérea

Esportes

FOLHAPRESS RÚSSIA | 06/07/2018-22:00:56 Atualizado em 06/07/2018-21:54:29

Pela quarta vez consecutiva, a seleção brasileira é eliminada de uma Copa do Mundo após sofrer um gol de bola parada na partida decisiva. Desta vez, a história se repetiu na derrota para a Bélgica por 2 a 1, ontem, na Arena Kazan, pelas quartas de final do Mundial da Rússia.
O primeiro gol dos belgas surgiu exatamente de uma bola aérea. Após cobrança de escanteio de De Bruyne, Kompany desviou na primeira trave, a bola pegou em Fernandinho e Alisson não conseguiu fazer a defesa. O segundo gol da seleção europeia nasceu em um contra-ataque que terminou com a finalização cruzada de De Bruyne.
Antes da eliminação para a Bélgica, o Brasil já tinha sofrido com a jogada aérea nas Copas do Mundo de 2006 (Alemanha), 2010 (África do Sul) e 2014 (Brasil).
Em 2006, também nas quartas de final, o time comandado por Carlos Alberto Parreira perdeu para a França por 1 a 0. O único gol do jogo saiu após uma cobrança de falta do lado esquerdo de Zidane para Henry, que completou para o gol com o pé.
Quatro anos depois, a Holanda venceu o Brasil por 2 a 1 com dois gols desta forma. No primeiro, Júlio César e Felipe Melo bateram cabeça em bola levantada por Sneidjer. No outro, o meia aproveitou um desviou na pequena área após cobrança de escanteio e tocou para o gol.
Já no Mundial do Brasil, o primeiro gol da goleada da Alemanha por 7 a 1 saiu justamente assim. Após batida de escanteio, a bola atravessou toda a área e Müller finalizou com o pé.
Durante a era Tite, a bola aérea se apresenta como a maior fragilidade. Dos oito gols sofridos pelo Brasil desde setembro de 2016, seis foram após cruzamentos pelo alto.
O único tomado pelo time brasileiro até a partida contra a Bélgica foi também após uma cobrança de escanteio. Contra a Suíça, pela primeira rodada, Zuber cabeceou entre nove brasileiros que estavam perto do lance.
Na oportunidade, Tite não considerou uma falha. Ele colocou a culpa no árbitro mexicano César Ramos, que não viu um empurrão do zagueiro suíço em Miranda.
Além dos gols da Suíça e da Bélgica, o Brasil de Tite já havia sofrido com esta jogada durante as eliminatórias e amistosos. O treinador usa como padrão a marcação por zona; tal visão tática visa proteger os espaços mais perigosos.