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'Mulheres Alteradas' trata impasses femininos

Cultura e Entretenimento

FOLHAPRESS SÃO PAULO | 05/07/2018-21:55:45 Atualizado em 05/07/2018-21:46:31

Elas têm de suportar o fiu-fiu nas ruas, fogem do ex na balada, levam os filhos para a escola, julgam o cara pelo que ele mantém na geladeira, discutem com o marido o tamanho do biquíni...
"Mulheres Alteradas", que estreou esta semana, não é bem um filme feminista, mas vindo na esteira de #MeToo, de Time's Up e da escassez de protagonistas femininas no cinema, acaba hasteando uma bandeira involuntária.
"Nenhuma das mulheres se estapeia por homem no filme. Me poupe, né? Não suporto mais ver isso", diz Alessandra Negrini, que faz uma das tais protagonistas alteradas.
E alterada, avisa o filme logo no início, não é louca, é "uma mulher que está mudando". A frase vem da cartunista argentina Maitena Burundarena, autora das tirinhas que se tornaram fenômeno editorial a partir da década de 1990 e que inspiram essa comédia.
Além de Negrini, coube também às atrizes Deborah Secco, Maria Casadevall e Monica Iozzi viver arquétipos dessas mulheres em transformação.
A primeira é a workaholic para quem o segredo do sucesso é nunca se apaixonar. Secco interpreta Keka, que tenta recuperar um casamento moribundo. Casadevall faz a trintona que cogita sossegar da vida de baladeira. E Iozzi vive uma mãe que vê sua vida social minguar ao som da choradeira dos filhos pequenos.
Em sua estreia em longas, Luis Pinheiro propõe uma narrativa que destoa da forma como o gênero é filmado e inclui efeitos especiais, atuações cartunescas, planos-sequência e diálogos contemporâneos (cheios de termos como "boys" e "miga, sua louca"). O roteiro é de Caco Galhardo, cartunista da Folha de S.Paulo, com quem o diretor trabalhou na série "Lili, a Ex", do GNT.