OK

Copyright TodoDia Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização por escrito do TodoDia Online.

Close

Unimep demite 25 professores; entre eles, presidente de associação

Cidades

10/07/2018-22:15:12 Atualizado em 10/07/2018-22:08:07
Arquivo| TodoDia Imagem
unimep| Universidade não confirma número de docentes demitidos

A Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) demitiu ao menos 25 professores desde o último sábado, segundo a Adunimep (Associação de Docentes da Unimep). O corte ocorre dentro do prazo de 20 dias concedido pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) para que as partes tentassem chegar a um acordo. Inclusive, o presidente da Adunimep, Milton Souto, que liderava as negociações no MPT, está entre os demitidos.
Segundo Souto, as demissões ocorreram via telegrama, entregues pelo Correio. A Unimep não informou o número exato de demitidos, mas a associação apurou que aos menos 25 docentes foram desligados dos campi Taquaral (Piracicaba) e Santa Bárbara d'Oeste. Dentre eles, dois diretores da Adunimep: Souto e a presidente do campi Taquaral, Maria Thereza Perez.
"A demissão é de uma ilegalidade total porque nós temos normativas internas, estatuto e regimento. Não é a Unimep nem o reitor que tem prerrogativa de demitir. Os procedimentos não foram cumpridos", disse Souto.
O ato também foi classificado pelo dirigente como perseguição política. Ele era o responsável pelas negociações no MPT, enquanto Maria Thereza articulava de dentro do Campus Taquaral, em Piracicaba.
"No caso da Thereza e meu, considero perseguição político. (...) É de uma truculência total. O procurador (do MPT) propõe mais tempo e eles demitem", criticou Souto.
As demissões também podem afetar o fechamento das notas do semestre dos alunos. "É um desrespeito com os alunos. Estamos em processo de fechamento (do semestre). Como que os professores vão fechar? Em função da greve, houve reposição, e estaríamos no período de fazer isso. Eu ia dar uma segunda prova. E agora, como fica para os alunos", questionou Souto, que é docente na área de formação de professores.
Os professores entraram em greve em 11 de junho e o movimento perdurou até 4 de julho. | ANDRÉ ROSSI