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Infectologista alerta para risco de surto de sarampo

Cidades

andré rossi americana | 10/07/2018-22:15:11 Atualizado em 10/07/2018-22:08:00

O infectologista Arnaldo Gouveia, chefe do setor no HM (Hospital Municipal) Dr. Waldemar Tebaldi de Americana, alerta a população sobre a necessidade de se vacinar contra o sarampo. A doença chegou a ser declarada como erradicada do País em 2016, porém já foram registrados casos em Roraima e no Amazonas em 2018.
A prefeitura de Campinas também divulgou um alerta à população.
Na visão do infectologista, existe o risco de ocorrer um surto da doença neste ano, o que poderia atingir também a RMC (Região Metropolitana de Campinas). "Com a quebra do sistema de saúde venezuelano, tivemos grandes surtos de sarampo, inicialmente nas comunidades indígenas e depois chegou a Roraima. De Roraima foi para Manaus, e está espalhando, por avião", explicou Gouveia.
O último surto da doença no País ocorreu há cerca de 20 anos. O médico ressalta que é necessária a conscientização das pessoas nesse momento. Para as crianças, a vacina contra o sarampo é composta de uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses (tetra viral) de vida. A imunização também protege contra caxumba e rubéola.
Os adultos devem consultar a carteira de vacinação. Para pessoas até os 29 anos, são duas doses, podendo ser da tríplice ou tetra viral. Dos 30 aos 49 anos é dose única, tríplice ou tetra. Quem já recebeu as duas não precisa se vacinar novamente. Se houver dúvida, uma unidade de saúde deve ser procurada.
DIFICULDADES
Conforme noticiado pelo TODODIA ontem, o índice de imunização contra o vírus da poliomielite nas cidades da RMC está em 85,51%, abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 95%. Apesar do risco do vírus da doença que causa a paralisia infantil voltar a circular ser baixo, ele existe, segundo a Diretoria de Imunização do Estado de São Paulo.
Gouveia acredita que os baixos índices de procura por vacina estão relacionados com o número de vezes em que a pessoa precisa se deslocar até um posto de saúde para tomar todas as doses necessárias. "O esquema de vacinação no Brasil é um dos melhores do mundo, muito completo, mas o preço que está se pagando são as tantas vezes em que a pessoa tem que ir tomar. Pais e mães trabalham, fica complicado. (...) São 12, 13, 14 vezes no ano. É um dos esquemas mais completos e mais complexos", afirmou o infectologista.
"Uma coisa que ajudaria muito seria o governo ter mais vacinas multi. Fazer combinados para essas vacinas", ponderou.