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'Encontrei muitas pessoas que me ajudaram'

Cidades

06/07/2018-16:34:22 Atualizado em 06/07/2018-18:48:12

Natural de Avanhandava, no interior de São Paulo, Constantino Gardinalli nasceu em 15 de setembro de 1931 e foi ordenado padre em 5 de abril de 1959. A vocação para a vida religiosa foi descoberta ainda na adolescência. Após começar o colegial em Campinas, ele foi para um seminário em São Paulo, onde pretendia cursar filosofia e teologia.
Entretanto, acabou não sendo aceito. O motivo: nota ruim em Latim.
"Eu tive uma nota muito boa em grego, 95. Só que em latim não chegou a 50. E o português também foi muito bem (risos). Então não me aceitaram no seminário em São Paulo, mas o bispo de Campinas disse que me mandaria para Pernambuco. Fui para lá, cursei filosofia e teologia, e fiz meu último ano em Limeira, onde me ordenei sacerdote", contou Constantino.
Em 1977, após o falecimento do monsenhor Nazareno Magi, construtor da basílica de Americana, Constantino foi convidado pelo arcebispo de Campinas para assumir a vaga. Três outros candidatos recusaram o convite, já que o posto acompanhava uma série de desafios, como concluir a construção da basílica e mobilizar os fiéis em uma igreja na região central.
"O arcebispo disse que a cidade estava sem pároco e que queria que eu fosse para lá. Eu soube dos outros padres que desistiram, não queriam. Daí falei 'olha, eu até aceito, mas se não der certo também eu entrego a paróquia para o senhor' (risos). Encontrei aqui muitas pessoas que me ajudaram, colaboraram muito. Quando eu cheguei não tinha piso, banco, cadeira, mas devagarzinho fomos ajeitando tudo", lembrou o padre-emérito.
Em 2009, após quase quatro décadas de serviços interruptos como pároco de Americana, padre Constantino passou a ser o pároco-emérito da igreja. Até hoje se dedica ao trabalho de evangelização e está presente na paróquia de Americana.
Ao longo de todos esses anos, Constantino nunca cogitou deixar a cidade. "Sempre pensei em ficar aqui. Encontrei pessoas que me ajudaram, famílias muito cristãs, presentes na igreja, e que fizeram tudo para colaborar comigo. Me sinto muito feliz aqui", disse.
| AR