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Pré-candidato, França eleva promessa de repasse

Eleições

GABRIELA SÁ PESSOA E ISABEL FLECK | folhapress | 07/07/2018-17:50:57 Atualizado em 07/07/2018-17:39:40
Divulgação
França| Busca a reeleição como governador de São Paulo

Em três meses de governo, completados na sexta-feira (6), Márcio França (PSB), pré-candidato à reeleição, priorizou agendas com prefeitos e a liberação de recursos para municípios, por meio de convênios.
Segundo levantamento da Folha de S.Paulo em publicações do Diário Oficial, até sexta-feira (6) o Palácio dos Bandeirantes autorizou R$ 439 milhões a 398 prefeituras paulistas -mais de 60% das 645 cidades do estado.
A autorização em Diário Oficial representa um compromisso e não significa que o governo tenha efetivamente pago o recurso prometido às prefeituras -apenas que ele está reservado para essa finalidade, podendo não ser gasto.
Em média, França liberou R$ 1,1 milhão por prefeitura, valor 55% maior do que seu antecessor, Geraldo Alckmin (PSDB), autorizou por cidade de janeiro a 6 de abril, data em que o tucano renunciou para disputar a Presidência.
Também considerando o Diário Oficial, nesse período Alckmin autorizou R$ 345,4 milhões para 487 municípios, ou R$ 709 mil por prefeitura.
França autorizou convênios em valores de mais de R$ 1 milhão para 97 cidades, contra 46 de Alckmin. Guarulhos, cujo prefeito, Gustavo Henric Costa, conhecido como Guti, é do seu partido, recebeu a maior quantia: R$ 20 milhões para obras de infraestrutura urbana.
A maior quantia prevista por Alckmin também foi para uma prefeitura do PSB, a de Campinas, de Jonas Donizette, coordenador de campanha de França. O convênio, de R$ 38,3 milhões, anunciado dois dias antes de o tucano deixar o poder, é para a reforma do Teatro do Centro de Convivência Cultural, com capacidade para 550 pessoas.
Segundo o Bandeirantes, já foram finalizados -ou seja, estão prontos para iniciar as obras e serem pagos- 330 convênios em 321 municípios, que somam R$ 293 milhões. Os números consideram apenas projetos de infraestrutura urbana que foram aprovados pela Secretaria do Planejamento -excluem, por exemplo, outras ações na Cultura ou no Turismo, que foram autorizadas em Diário Oficial e contabilizadas pela reportagem.
Por convênio finalizado, entende-se que o governo poderá pagar 20% do valor que autorizou quando a prefeitura apresentar uma ordem de serviço, documento que autoriza o início da obra. A quitação das parcelas seguintes depende da fiscalização da obra.
Desde sexta (6), a legislação eleitoral proíbe inaugurações e autorizações de recursos. O último evento do gênero de França foi o anúncio de um projeto para a implantação de um novo Hospital das Clínicas em Bauru, ainda sem nenhum prazo ou estimativa de custos. A unidade prometida deve sediar uma nova unidade da Faculdade de Medicina na USP.
O evento com prefeitos em São José do Rio Preto motivou uma ação judicial do PSDB contra Márcio França. Os tucanos viram no encontro uma tentativa de autopromoção eleitoral do governador.