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Ribeirão Preto confirma caso de sarampo após dez anos

Brasil e Mundo

11/07/2018-21:57:32 Atualizado em 11/07/2018-21:53:03

A Prefeitura de Ribeirão Preto confirmou o primeiro caso de sarampo registrado em dez anos na cidade. É o segundo registro da doença no estado, ambos importados.
De acordo com a Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto, a paciente é uma médica de Dracena que passou mal na cidade após retornar do Líbano.
Ela estava em Ribeirão para visitar a mãe, que estava internada, quando buscou atendimento e foi isolada num hospital da cidade. Após ter alta, voltou para Dracena. O caso, divulgado agora, ocorreu em abril.
Em junho, um morador do Rio de Janeiro foi diagnosticado com a doença quando estava em São Paulo, segundo Regiane de Paula, diretora do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica), órgão da Secretaria da Saúde estadual.
De acordo com ela, todas as medidas necessárias foram adotadas e, nos dois casos, o quadro de saúde dos pacientes evoluiu bem. "Temos esses dois casos, mas ambos importados. Não temos circulação endêmica [no estado] desde o ano 2000."
O estado divulgou alerta em junho para o risco da volta do vírus após o retorno de torcedores que foram para a Copa do Mundo da Rússia. "Alertamos quem iria viajar pois sabíamos da circulação de casos e a orientação foi que vacinassem 15 dias antes da viagem. Agora temos de acompanhar para ver se não têm febre [na volta]. Mas não é algo que esteja nos preocupando. Importante é ter calma, sem alarde. A situação é mais gritante no Norte do país", disse.
A Prefeitura de Ribeirão informou que foi feito o bloqueio na região em que o caso foi registrado e que a cobertura vacinal da cidade atinge as metas do Ministério da Saúde.
A divulgação dos casos ocorre num momento em que registros têm surgido em outros locais do país e se proliferado principalmente em Roraima e Amazonas.
Na segunda-feira, dois casos da doença foram confirmados na cidade do Rio de Janeiro, o que indica que há risco de o surto chegar ao estado, pois a doença é altamente contagiosa. O Rio não registrava casos autóctones havia 18 anos. | FOLHAPRESS