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Ministro do Trabalho é investigado por fraudes e pede demissão

Brasil e Mundo

folhapress são paulo | 05/07/2018-21:59:05 Atualizado em 05/07/2018-22:02:31
Agência Brasil
SAIU | Helton Yomura é suspeito de ligação em esquema de fraudes

O ministro do Trabalho, Helton Yomura, pediu demissão depois de ser afastado do cargo pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ele é suspeito de ligação com um esquema de fraudes na liberação de registros sindicais.
Em relatório da Operação Registro Espúrio, a Polícia Federal sustenta que Yomura foi alçado ao cargo para perpetuar o suposto esquema criminoso liderado por seus padrinhos políticos, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e a filha dele, deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ).
A decisão de pedir demissão foi tomada depois que Jefferson anunciou que o PTB colocou o cargo à disposição do presidente Michel Temer.
Yomura, se negou a fornecer à Polícia Federal a senha de acesso a um telefone celular apreendido pelos investigadores.
O registro da negativa consta do termo de declarações prestadas à PF na manhã de ontem, obtido pela reportagem. Ele também optou por ficar em silêncio, conforme orientação de sua defesa, que afirmou não ter tido acesso ao teor da investigação.
"Questionado acerca da apreensão de um aparelho telefone celular pertencente ao Ministério do Trabalho e solicitada sua respectiva senha de acesso, o declarante, por determinação de seus constituídos [advogados] e por conter informações e arquivos privados, se nega a fornecê-la neste momento, até que tenha acesso aos autos, ressaltando que o aparelho era usado também para fins particulares", registrou a PF.
Ao deixar a sede da PF em Brasília, Yomura disse que estava muito surpreso com as investigações e que não há provas de seu envolvimento em quaisquer irregularidades no ministério.
Questionado sobre a afirmação dos investigadores de que ele se reportava ao presidente nacional do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson, e à filha dele, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), Yomura disse que mantinha com os dois relações institucionais. "Meu tratamento é institucional", respondeu.
Segundo a PF, o material coletado nas duas primeiras fases da investigação indicaram a participação de novos atores e apontaram que "importantes cargos da estrutura do Ministério do Trabalho foram preenchidos com indivíduos comprometidos com os interesses do grupo criminoso, permitindo a manutenção das ações ilícitas".
Na etapa anterior da operação, a PF fez buscas no apartamento de Cristiane Brasil.