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Para persistir, sempre

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Oscar D'Ambrosio | Mestre em Artes Visuais, doutor em Educação, Arte e História da Cultura - 29/06/2018-22:27:25 Atualizado em 29/06/2018-22:49:29

Há filmes que indicam caminhos. Apontam como podemos não prestar atenção ao nosso cotidiano ao nos envolver com questões que julgamos mais importantes. O documentário 'A luta de Steve' ('Gleason', no original), dirigido por J. Clay Tweel, constitui um desses alertas que é bom não desprezar.
O filme conta a história de Steve Gleason, jogador de futebol americano que se tornou uma lenda em Nova Orleans por ter sido destaque na vitória da equipe quando o estádio local foi reinaugurado, em 2006, após a tragédia do furacão Katrina. Já aposentado, em 2011, aos 34 anos de idade, foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA). A doença neuro degenerativa não afeta o cérebro, mas vai trazendo estragos progressivos para o corpo, desde a capacidade de andar até a perda da fala. No momento que recebeu o diagnóstico, a esposa de Steve estava grávida, o que certamente tornou-se um estímulo à vida e levou o ex-atleta a realizar um diário em vídeo para o filho.
Steve Gleason criou uma fundação para os que sofrem da doença, lutou no congresso dos EUA por leis governamentais que beneficiam portadores da doença e vive até hoje a ambiguidade de ser ídolo e demandar da esposa e da equipe tantos ou mais cuidados do que são dados a uma criança recém-nascida. Em síntese, uma vida exemplar a nos inspirar e questionar.