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Logística reversa: uma necessidade

Opinião

Benjamim Bill Vieira de Souza | prefeito de Nova Odessa e presidente do Consimares - 06/06/2018-22:16:52 Atualizado em 06/06/2018-22:10:52

Estamos na Semana do Meio Ambiente, momento mais do que adequado para falarmos de logística reversa. Você sabia que cada morador aqui da nossa região produz perto de 1kg de resíduos por dia? E que desse montante, cerca de 900 gramas poderia ser reciclado? Ou seja, apenas 10% pode ser considerado material inservível. Só para se ter uma ideia, o Brasil, atualmente, é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina, com mais de 2 milhões de toneladas por ano.
A logística reversa está prevista na PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) e trata da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e precisa ser colocada em prática para que possamos reduzir os impactos causados ao meio ambiente. Como presidente do Consimares (Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos), tive a oportunidade de participar de um momento que classifico como "histórico": a assinatura, no último dia 23, do Termo de Compromisso de Logística Reversa de embalagens em geral, que aconteceu na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Devemos pensar também no conceito de ecoparque, que reúne em local único um sistema de triagem e valorização de resíduos ao sistema de destinação e geração de energia renovável. É algo que vai da educação ambiental na fonte geradora do lixo, até o processamento do material. O que não for reciclado, por exemplo, pode alimentar uma usina geradora de energia.
Nossas políticas de incentivo à sustentabilidade, não apenas na Prefeitura de Nova Odessa, mas também nas demais entidades que presido atualmente (o Consórcio PCJ e o Conselho de Desenvolvimento da RMC), foram destaque nas falas das autoridades presentes na Fiesp. Sabemos muito bem como funciona o ciclo entre a coleta e a destinação final do lixo. E é uma operação bastante cara para os municípios. Por isso, transferir não apenas as responsabilidades, mas principalmente os custos, vai nos ajudar e muito a melhorar a gestão dos resíduos.
Esse é um assunto, entre tantos, que me despertam um grande interesse, até porque num passado não tão distante assim eu recolhia materiais recicláveis para sobreviver e estou acostumado no trato com os resíduos. Isso me dá uma bagagem importante na administração de todos os consórcios. Mesmo assim, não se trata de uma tarefa fácil, muito pelo contrário. Já vencemos alguns desafios e tantos outros se colocam em nossa frente a cada dia. Entretanto, é preciso que haja incentivos para o desenvolvimento de soluções que visam o reaproveitamento dos resíduos sólidos produtivos.