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Preço da gasolina sobe após greve

Cidades

ANDRÉ ROSSI REGIÃO | 22/06/2018-18:35:05 Atualizado em 22/06/2018-22:10:59
Divulgação
LONGA ESPERA | Fila para abastecer em posto de combustíveis da região durante a paralisação

O preço médio da gasolina comercializada pelos postos de combustível de algumas cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) subiu até 7,2%  após a greve dos caminhoneiros, que começou em 21 de maio e perdurou até o dia 2 de junho em alguns pontos do País. Os dados constam no site da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que acompanha semanalmente as variações dos preços nas bombas.
O valor pago pelo consumidor final contrasta com o valor cobrado pelas refinarias da Petrobras, que está em queda desde o dia 22 de maio. Até o momento a redução foi de 9,22%, sendo que até ontem a estatal vendia o combustível a R$ 1,8941 por litro.
O TODODIA comparou o preço médio da gasolina nas dez cidades da RMC acompanhadas pela ANP na semana de 20 de maio a 26 de maio, durante a greve, e com a última semana, que foi de 10 de junho a 16 de junho. Houve aumento em todos os municípios. 
A menor elevação foi em Paulínia, com o preço médio indo de R$ 4,195 para R$ R$ 4,316, ou seja, 2,9% a mais. Já a maior alta ocorreu Hortolândia, onde a gasolina saltou de R$ 4,073 para R$ 4,365 (7,2%).
De acordo com o presidente da Recap (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo) de Campinas, Flávio Campos, a queda no preço da refinaria não afeta diretamente o preço cobrado aos postos pelas distribuidoras. Apesar da redução da gasolina, ele ressalta que o preço do álcool não caiu.
"A refinaria vende a gasolina A, e o posto vende a gasolina C, que é a gasolina A com 27% de álcool. Não é exatamente a mesma fórmula. E, às vezes, a distribuidora não repassa (a queda do preço) para o posto. O valor da refinaria não quer necessariamente dizer que vai subir ou descer (no posto). É um indício", apontou Campos.
O presidente do sindicato informou que o movimento nos postos da região de Campinas no pós-greve dos caminhoneiros foi "muito baixo". Isso poderia resultar, em sua visão, em uma eventual queda nos preços, mas é algo que dependeria da política de preços da Petrobras.
"A demanda está baixa e existe a possibilidade de acomodação do preço. Quando está baixa, a tendência é o preço cair. No pós-greve as vendas dos postos ficaram duas semanas sem nada, porque todo mundo encheu o tanque e tudo ficou desestabilizado. A redução (do preço) depende da Petrobras. O que estamos torcendo é para que ela mexa apenas uma vês por mês nos preços, isso seria bom. (...) Depende do preço do etanol cair, aí é rapidinho para descer o preço. Às vezes baixa o preço (gasolina) e sobe etanol, neutralizando a baixa", explicou Campos.
DIESEL
O TODODIA constatou também que o desconto do diesel acordado pelo Governo Federal com os grevistas não se aplicou por completo em todas as cidades da RMC. Campos garante que, se houver irregularidade, os responsáveis serão multados. 
A reportagem do TODODIA tentou contato com a assessoria de imprensa da Plural, associação que reúne as empresas distribuidoras de combustíveis, para repercutir o caso. Porém, as ligações nos celulares dos assessores não foram atendidas até o fechamento desta edição.
Aumento nos preços médios da gasolina na rmc
*Cidade De 20/05 a 06/05 De 10/06 a 16/06 Aumento (%)
Americana R$ 4,11 R$ 4,22 4,40%
Campinas R$ 4,18 R$ 4,30 3,70%
Cosmopolis R$ 4,09 R$ 4,33 5,86%
Hortolândia R$ 4,07 R$ 4,36 7,20%
Indaiatuba R$ 4,19 R$ 4,48 7%
Paulínia R$ 4,19 R$ 4,31 2,90%
S.B. d'Oeste R$ 4,06 R$ 4,34 6,60%
Sumaré R$ 4,09 R$ 4,38 6,90%
Valinhos R$ 4,17 R$ 4,39 5,30%
Vinhedo R$ 4,14 R$ 4,43 6,80%
*A quantidade de postos pesquisados variou entre 8 e 43 conforme a cidade e data
Fonte: ANP