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Americana cai para 29ª em ranking

Cidades

ANDRÉ ROSSI AMERICANA | 15/06/2018-21:43:24 Atualizado em 15/06/2018-21:33:50
Reprodução | Facebook
GABRIEL E STELA | Casal morto a facadas em 1º de janeiro de 2016

O índice de mortes violentas a cada 100 mil habitantes mais que dobrou em Americana de 2015 para 2016, de acordo com o Atlas da Violência 2018 - Retratos dos Municípios Brasileiros, que foi divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Antes, a cidade figurava na terceira posição do TOP 30 de cidades mais pacíficas, mas caiu para 29ª no novo estudo.
Outras oito cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) aparecem no Atlas, que considera os municípios com mais de 100 mil habitantes. Em quatro delas o índice caiu, em três cresceu e uma delas só possui o dado referente a 2016 (veja o quadro abaixo). Em números absolutos, Campinas aparece entre as 123 cidades que concentram metade dos homicídios do País.
Para calcular o índice, o Ipea leva em consideração a taxa de homicídio e o MVCI (Mortes Violentas com Causa Indeterminada). São consideradas mortes violentas a "soma de agressões, intervenções legais e mortes violentas com causa indeterminada, tomando como referência o município de residência da vítima", traz o Atlas.
Em 2015, o índice de mortes violentas em Americana era 4,8 por grupo de 100 mil habitantes, o que colocava o município como o terceiro mais pacífico do Brasil. Apesar do Ipea não usar mais essa termologia no novo Atlas, é possível constatar que Americana continua no TOP 30, porém caiu para a 29ª posição, com seu índice em 10,8 no ano de 2016.
CASAL DE JOVENS
Logo na madrugada de 1º de janeiro de 2016, houve o assassinato dos estudantes Gabriel Avanzi, 19, e Stela Torquete, 19, mortos a facadas na Praça dos Trabalhadores, na Avenida Brasil, em Americana. Eles estavam em um carro comemorando o ano novo quando foram abordados pelo lavador de carros Eugênio Augusto Clementi Júnior, que esfaqueou as vítimas durante o assalto. Em maio daquele ano, o lavador foi condenado a 60 anos de reclusão por latrocínio.
De acordo com o presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança Pública) de Americana, João Mileta, o conselho vai se reunir na próxima quarta-feira. Um dos objetivos do encontro é debater os dados do Atlas e identificar os fatores que levaram ao crescimento.
"Sabemos que a cidade continua excelente para quem quer morar nela, mas lembro que 2016 começou muito mal, com aquele caso trágico, e depois foi melhorando. Vamos sentar quarta para saber o que aconteceu", disse Mileta.
O presidente aponta que ampliar os bairros atendidos pelo projeto Vigilância Solidária seria um dos caminhos para inibir crimes violentos. Atualmente, tal iniciativa ocorre nos bairros Ipiranga, Parque Novo Mundo, Zanaga e as praias, e consiste em um grupo de moradores de bairro com diálogo constante com a PM (Polícia Militar), alertando sobre eventuais riscos vistos por eles. O projeto começou a ser implantado há um ano.
"Dentro do grupo existem os moradores, mas também policiais. Viu um carro estranho parado? Joga no grupo, já cai para um sargento que vai checar o que aconteceu, fazer uma abordagem. Se tiver tudo certo, segue a vida. A participação da população com a PM é fundamental para a segurança", analisou.