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'A gente vive por viver', diz mãe de vítima de chacina

Cidades

andré rossi americana | 15/06/2018-22:45:21 Atualizado em 15/06/2018-22:36:52
Reprodução
FAMÍLIA TEMPESTA | Assassino foi condenado a 71 anos de prisão

Mãe de Robson Douglas Tempesta, um dos quatro membros da mesma família assassinado em 14 de janeiro de 2009, Iva Rocha Tempesta, 73, disse ao TODODIA que está aliviada pelo caso finalmente ter tido uma definição. No entanto, afirma que a vida nunca mais será a mesma. O mecânico Celso Pereira de Assis foi condenado anteontem a 71 anos, 11 meses e 29 dias de prisão em regime fechado pelos assassinatos de Robson, que tinha 39 anos, de sua mulher, Ana Paula Duca Tempesta, 33, e das filhas deles, Camila e Laura, de 1 e 8 anos, respectivamente, em 14 de janeiro de 2009.
Ao longo dos últimos nove anos, Iva enfrentou a depressão por conta do ocorrido e perdeu o marido José Geraldo Tempesta, pai de Robson, que enfrentava complicações em virtude de um câncer no estômago. Ele faleceu no dia 5 de dezembro de 2016 aos 73 anos.
"Demorou (a condenação). Demorou muito, mas a gente só fica mais aliviado agora. A dor não passa, vai ser pra sempre a perda, mas pelo menos solto ele não vai ficar", disse Iva.
Logo após o assassinato, a mulher entrou em depressão. Foram dois anos de tratamento, passando com psicólogo e psiquiatra . "Eu agradeço muito o povo, que orou pela minha família. Foi a oração que me tirou da depressão", afirmou.
Apesar da condenação e do alívio do caso ter tido um desfecho, Iva diz que não há como a vida voltar a ser o que era antes. "A sensação é terrível. Chegava final do ano, Natal, a gente reunia a família... agora não reúne mais. A perda é terrível. A gente vive por viver, mas é aquela angústia, aquele sofrimento", contou a mulher.
O CASO
O casal de empresários foi encontrado morto no dia 14 de janeiro de 2009, na casa onde morava. Eles foram assassinados a tiros. Depois, as filhas do casal foram levadas para Campinas onde foram mortas por asfixia. Os corpos foram encontrados no dia seguinte, em Elias Fausto, às margens da Rodovia do Açúcar (SP-308). Outros dois acusados pela chacina, Bruno Palumbo e Fabiane Pinheiro foram condenados a 16 e 24 anos de reclusão, respectivamente, em 2011. Palumbo é acusado de acompanhar Assis no primeiro crime e ir com ele até onde matou as crianças. Fabiane é acusada de ficar com as garotas até que o mecânico as matasse. A investigação apontou que o crime foi motivado por uma dívida de R$ 16 mil.