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Paralisação afeta ao menos 31,2 mil

Cidades

francisco lima neto região | 12/06/2018-22:58:49 Atualizado em 12/06/2018-22:49:32

Uma paralisação realizada por motoristas e cobradores da Ouro Verde e Rápido Sumaré afetou ao menos 31,2 mil moradores da região, de acordo com a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) e a Prefeitura de Nova Odessa. Uma avenida chegou a ser bloqueada com ônibus e a Justiça determinou a retomada do serviço por ao menos metade da frota. A categoria cobra mais segurança.
"A paralisação, iniciada na madrugada desta terça-feira, prejudicou no pico da manhã cerca de 30 mil usuários dos municípios de Sumaré, Hortolândia e Paulínia", informou a EMTU, em relação a linhas metropolitanas. O protesto também afetou linhas municipais de Sumaré, mas a prefeitura não informou número de moradores e linhas afetados.
De acordo com a EMTU, a empresa opera 27 linhas metropolitanas na região e a paralisação "terminou às 16h45, quando o sindicato da categoria liberou a saída dos ônibus da garagem em Sumaré". O horário de pico da tarde não foi afetado pelo movimento, comunicou.
Ainda segundo o órgão estadual, a permissionária foi autuada por não cumprir a programação de horários das linhas metropolitanas.
Em Nova Odessa, seis ônibus atendem as seis linhas do transporte público. "Nenhum ônibus circulou hoje na cidade e até agora (17h25) o serviço não foi retomado", informou a prefeitura. Cerca de 1,2 mil passageiros fazem uso do serviço por dia. "A prefeitura vai notificar a concessionária sobre o cumprimento do contrato e sua obrigação de manter o transporte público", afirmou. Até o fechamento desta edição, ligações para a garagem da empresa e para o sindicato não foram atendidas.
REIVINDICAÇÃO
Após reunião na Prefeitura de Sumaré, os funcionários da Ouro Verde resolveram voltar ao trabalho a partir de medidas adotadas para melhorar a segurança (leia texto abaixo). A greve foi motivada por conta da agressão sofrida por uma motorista que atrasou o itinerário por dez minutos, na semana passada.
o que diz cada envolvido?
SINDICATO
Ao convocar a greve na semana passada, o sindicato disse que ia "parar" a cidade porque é inadmissível a agressão sofrida pela motorista, que os casos de agressão e ameaças são frequentes e que os responsáveis não estavam fazendo nada para mudar a situação.
PREFEITURA
A prefeitura informou que fez tudo o que estava dentro dentro de seus poderes, desde que o caso de agressão à motorista veio à tona. O Executivo informou que cassou a licença do motorista de van acusado de agredir a funcionária da Ouro Verde e que seu veículo recebeu 15 dias de suspensão. Em vídeo o prefeito afirmou que não ia aceitar ser extorquido e que não vai ter aumento da tarifa neste ano.
OURO VERDE
A Ouro Verde, que é do mesmo grupo da Rápido Sumaré, afirmou que entende os motivos da greve, que eles são legítimos, mas que acredita que o diálogo é a melhor forma para resolver os problemas, principalmente porque com a greve a população é afetada, assim como a receita da empresa, que já sofreu com a greve dos caminhoneiros. A viação apontou, ainda, que defende a garantia das condições de segurança da categoria, a investigação e punição aos agressores.
EMTU
O órgão estadual afirmou que a empresa responsável pela prestação do serviço foi autuada, mas não informou qual tipo de punição foi aplicada.