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Petrobras aumenta preço da gasolina

Brasil e Mundo

FOLHAPRESS SÃO PAULO | 02/06/2018-16:55:14 Atualizado em 02/06/2018-16:47:49
Agência Brasil
AUMENTO | Após troca do presidente, Petrobras aumentou gasolina em 2,25% nas refinarias

A Petrobras aumentou ontem em 2,25% o preço da gasolina em suas refinarias. Com isso, o litro do combustível ficou 4 centavos mais caro, ao passar de R$ 1,9671 para R$ 2,0113, de acordo com a estatal. As informações são da Agência Brasil.
Em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro, já que em 1º de maio, o combustível era negociado nas refinarias a R$ 1,8072.
O preço do diesel, que recuou 30 centavos desde o dia 23 de maio, no ápice da greve dos caminhoneiros, será mantido em R$ 2,0316 por 60 dias.
A Petrobras adotou um novo formato na política de ajuste de preços em julho do ano passado. Com a nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar.
Após as críticas à política de preços da Petrobras, que foram um dos fatores que provocaram a greve dos caminhoneiros e culminaram no pedido de demissão de Pedro Parente, o presidente Michel Temer anunciou na noite de sexta-feira Ivan Monteiro como novo presidente da estatal. Na ocasião, ele reforçou que não haveria interferência na política de preços.
REBAIXADA
O pedido de demissão do presidente da Petrobras devolveu a estatal à estaca zero em sua relação com investidores no pós-Lava Jato.
Visto pelo mercado como um executivo habilidoso, que conduziu a petroleira para fora do buraco nos últimos anos, Pedro Parente deixa um vácuo no comando e a certeza para os acionistas de que a ingerência do Planalto na estatal não deve terminar tão cedo.
Desde o início da paralisação dos caminhoneiros e do anúncio do corte no preço do diesel, o valor das ações da Petrobras despencou cerca de 35%.
O JP Morgan, seguindo o exemplo do Credit Suisse e do Merril Lynch na semana passada, também rebaixou a nota da empresa depois da saída de Parente. Um comunicado do banco acrescentou que a demissão indica que não há mais um "pilar robusto de governança" na empresa.
Em nota, a vice-presidente da Moody's, Nymia Almeida, também criticou a troca de comando, dizendo que isso compromete as melhoras financeiras recentes da estatal.
"O valor da ação vinha melhorando e de repente jogaram tudo pela janela. Eles voltaram à estaca zero de novo", disse John Herrlin, analista do banco Société Générale, que também rebaixou a nota da petroleira.
"Acabamos de ver apunhalado alguém que consertava as coisas, e a reação do mercado é desconfiar de quem for entrar no seu lugar", afirmou Herrlin.
Ele acrescentou que a saída de Parente é um alerta a investidores, dizendo que os interesses do governo prevalecem sobre os dos acionistas. "É ruim para a empresa e ruim para o país", disse.
Mas dúvidas sobre a separação de fato entre os rumos da empresa das decisões políticas no país acabam levando a outra separação, afastando investidores de ações da estatal.
Paul Cheng, analista do banco Barclays, disse que a interferência do Palácio do Planalto na política de preços da Petrobras decretou o "fim da lua de mel" com o governo e põe em risco os rendimentos dos acionistas.
"Os recentes eventos que afligem as ações provam que há um alto risco político de investimentos na Petrobras, e seus papéis devem ficar sob pressão até as eleições", afirmou Cheng, em um comunicado aos investidores.