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Polícia investiga suposto aliciamento de andarilhos

Polícia

BETO SILVAAMERICANA | 24/05/2018-00:20:47 Atualizado em 24/05/2018-18:02:02

Policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais) descobriram um esquema de aliciamento de moradores de rua para a realização de furtos. Apurações preliminares da Polícia Civil apontam que um receptador de Americana percorre a cidade de Piracicaba para comprar os materiais furtados. As investigações estão sendo realizadas no sentido de identificar o morador de Americana.
O investigador Fábio Hilsdorf disse que esse suposto recrutamento dos andarilhos surgiu após o esclarecimento de um furto que aconteceu na última quinta-feira (17), em uma metalúrgica, no Jardim Paulista, em Piracicaba, onde foram levados 30 quilos de cobre e bronze.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito do furto foi identificado pelo GOE. Trata-se de um morador de rua de 35 anos que foi localizado na área central da cidade. "A princípio ele negou seu envolvimento no furto, mas após entrar em contradição acabou confessando a ação criminosa e informou que vendeu o material furtado por R$ 285 no total, o quilo saiu a aproximadamente R$ 9,50 sendo que o valor de mercado é R$ 40", disse Hilsdorf.
O policial informou ainda que durante o depoimento do suspeito, ele confessou que entrou na empresa e furtou o cobre e bronze, pois pretendia vendê-los. Dois dias depois do furto, ele foi procurado pelo suposto receptador que teria perguntado se tinha algum material para vender. "Vamos intensificar as diligências na tentativa de identificar o suposto receptador, pois temos informações que ele teria procurado outros moradores de rua para conseguir peças furtadas", disse.
"Durante nossa apuração inicial, descobrimos que os moradores de rua, aliciados pelo receptador, cometeriam apenas furtos, mas não estariam envolvidos em roubos", comentou o investigador. "Obviamente quem está comprando esses materiais sabe de sua procedência ilícita, pois além de não ter nenhuma certificação da origem são comercializados bem abaixo do mercado. Não há condições de dizer que não sabia da procedência duvidosa", completou.
O policial acrescentou que o receptador não tem um ponto de encontro com os supostos envolvidos no esquema, periodicamente, ele percorre algumas regiões da cidade, onde há uma maior concentração de moradores de ruas, em dias e horários alternados.
A Polícia Civil destacou a importância da denúncia, que pode ser anônima, para ajudar na identificação do suposto receptador, pois além de comprar as mercadorias furtadas, acaba incentivando que outras pessoas que estão vulneráveis cometam pequenos furtos para conseguir dinheiro rápido, pois já têm para quem vendê-las.
Os investigadores sabem, por enquanto, apenas que o receptador mora em Americana, mas não tem as características dele ou do carro usado durante essas abordagens.