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Mortes nas rodovias federais aumentam 2% durante feriado

Polícia

Letycia Bond Agência Brasil/ Brasília | 02/05/2018-23:11:08 Atualizado em 02/05/2018-23:07:26
MOTOS | Outro índice que aumentou foi o de autuações de condutores sem o uso de capacetes

O feriadão do Dia do Trabalhador, em que muitas pessoas aproveitam para viajar, deixou 90 pessoas mortas nas rodovias federais do país, duas a mais que os registros de 2017, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira, 2, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo a PRF, há uma discrepância entre o crescimento de 2% no número de vítimas fatais e a redução no total de acidentes entre um ano e outro. Em 2017, foram 1.255 ocorrências, contra 907 neste ano. Em 2018, foram registradas 37.891 infrações, resultado 18% menor que o do ano passado, quando foram computados 46.265 autos.
Outro índice que aumentou foi o de autuações de condutores trafegando sem o uso de capacetes. Nesse caso, o crescimento foi de 37% entre 2017 e 2018.
Muitos motoristas também se descuidaram da segurança das crianças a bordo dos veículos, já que a taxa de transporte sem o uso de cadeirinhas adequadas cresceu 12%.
DROGAS
Conforme a PRF, os agentes mobilizados na operação registraram 4.305 infrações por ultrapassagem irregular e 915 flagrantes de motoristas dirigindo embriagados. Durante os cinco dias da ação, as equipes utilizaram 1.824 aparelhos de bafômetro.
A Operação Dia do Trabalhador, iniciada na sexta-feira (27) e encerrada à meia-noite de ontem (1º), contou com 1.140 viaturas e 242 motocicletas. No período, foram detidas 557 pessoas e apreendidos 403 quilos de maconha, 305 quilos de cocaína e 47 mil pacotes de cigarro, além de 14 armas de fogo.
Os policiais rodoviários também recuperaram 73 veículos com registro de roubo ou furto.
RETALIAÇÃO
Região metropolitana de Belém teve cerca de 30 mortes desde domingo
Helena Martins
Agência Brasil/ Brasília
Cerca de 30 pessoas foram assassinadas no Pará desde o último domingo, 29. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), as execuções podem estar associadas à morte da cabo Maria de Fátima dos Santos na tarde daquele dia, dentro da própria casa, na cidade de Ananindeua, região metropolitana de Belém.
Dados oficiais da secretaria confirmam a morte de 28 pessoas até a tarde desta terça-feira, a maior parte moradora da região metropolitana de Belém. Hoje, os números não foram atualizados devido à manutenção no banco de dados da Secretaria de Inteligência e Analise Criminal (Siac), mas a assessoria do órgão informou que novos casos ocorreram. A imprensa local contabiliza 34 mortes. Parte das pessoas foi morta em unidades de saúde, como postos e pronto socorros.
Em nota, a Segup informou que está tomando novas medidas para o enfrentamento da insegurança no Pará, especialmente na região metropolitana de Belém. As ações incluem ampliação do número de policiais militares em atividade. Cerca de 800 agentes fortalecerão a rotina de policiamento, de acordo com a secretaria. Outra medida é a troca da empresa responsável pelo bloqueio de sinais de celulares em presídios, para efetivamente evitar que presos usem o equipamento para ordenar ataques.
MEDO
A situação de violência preocupa a sociedade civil. A coordenadora de uma organização que atua na defesa dos direitos humanos conversou com a Agência Brasil, mas pediu para não ser identificada por medo de represálias. Apenas no último mês, três chacinas foram registradas, com suspeita de participação de facções criminosas. "Aqui, não tem mais aquela fala sobre sensação [de medo], é violência mesmo. Você sai e não sabe se volta", diz a defensora, que aponta que a insegurança cresceu, sobretudo, nos últimos quatro anos.
"De 2014 para cá, as coisas têm acontecido dessa forma. Tomba um agente, aí tem uma reação de um grupo. Eu não estou afirmando que é um grupo de agentes que vai fazer represália ou coisa parecida, mas essa dinâmica tem sido verificada nos últimos anos". De acordo com ela, os mais atingidos são jovens negros moradores da periferia. "É a marca que todos nós vemos. Mas nós também olhamos o outro lado. Os agentes não merecem [morrer], eles precisam ser qualificados, valorizados, inclusive para que a gente possa ter segurança pública de fato. O tombamento dos agentes é uma violação de direitos humanos também".
A Segup informou que a investigação sobre a morte da policial militar está a cargo da Divisão de Homicídios. As demais investigações estão sendo compartilhadas entre a Divisão de Homicídios e as delegacias dos bairros em que os fatos foram registrados. O Ministério Público do Pará (MP-PA) também informou que apura se houve omissão e negligência do Comando Geral da Polícia Militar na segurança da cabo. Isto porque, a policial já havia denunciado que vinha sofrendo ameaças de morte, mas não chegou a receber proteção, segundo o MP. Se comprovada a omissão, a autoridade da PM encarregada da segurança da militar poderá ser processada por homicídio culposo.