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SEM ACORDO

Fogo Cruzado

30/05/2018-23:17:15 Atualizado em 30/05/2018-23:19:32

Sem a possibilidade de um acordo com a prefeitura e depois de "bater com a cara na porta" no sindicato, os servidores públicos de Santa Bárbara d'Oeste, acompanharam, ontem, a aprovação da íntegra do projeto de lei complementar de autoria do prefeito Denis Andia (PV) que estipulou o reajuste salarial de 1,69% e fixou o auxílio alimentação em R$ 464,57. Os vereadores aprovaram o projeto por unanimidade durante sessão extraordinária.
RECADO NA PORTA
Durante o dia, um grupo de servidores foi até a sede da entidade que representa os funcionários municipais e foi surpreendido com um comunicado na porta. De acordo com a mensagem, devido "a falta de abastecimento de combustíveis, o sindicato informa que no dia 30/05 manterá o expediente até às 12h retornando na segunda-feira, 04/06 às 8h".
BO
Irritados com a situação, o grupo seguiu até o 1º Distirito Policial. Os servidores pretendiam registrar um Boletim de Ocorrência, mas após orientação dos policiais, deixaram a ideia de lado. Após a aprovação do projeto, os funcionários públicos pediram ao presidente do Legislativo, Ducimar Cardoso, o Kadu Garçom (PR), que convide representantes do sindicato para falarem sobre o reajuste.
ENCHENDO A BOLA
No meio das manifestações dos servidores municipais que se revoltaram com o rejuste de 1,69% nos salários, o prefeito Denis Andia tentou apaziguar o conflito. Na edição de ontem do seu programa de rádio semanal, pela emissora oficial, o prefeito enalteceu a atuação dos trabalhadores durante a última semana.
SEM FALTAS
De acordo com os elogios de Andia, os servidores não mediram esforços para realizarem suas funções no atendimento à população, numa semana conturbada pela falta de combustível. "Em todos os setores, na saúde, educação, obras, enfim, em todos os departamentos, a presença dos servidores foi acima de 90%", comemorou.
NÃO CONVENCEU
Apesar de os elogios públicos, fato é que os servidores ainda não engoliram o reajuste de 1,69% proposto pelo prefeito. Outro item que revoltou a categoria foi o aumento de R$ 7 no auxílio alimentação. Os vereadores aprovaram ontem o projeto com a pauta fechada. Os servidores ainda querem tentar alterar - ao menos - o auxílio alimentação para R$ 500.
DIFÍCIL
Kadu Garçom acabou ficando ontem com dois "pepinos" na mão. Se a situação dos servidores, por si só, já era complicada, ainda chegou à Casa o pedido de instauração de CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar fraudes em um serviço que a cidade nem possui, o Samu. Para a abertura de CEI são necessárias sete assinaturas no requerimento de solicitação.