OK

Copyright TodoDia Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização por escrito do TodoDia Online.

Close

União diz que greve é ilegal

Cidades

FOLHAPRESS E DA REDAÇÃOREGIÃO | 29/05/2018-22:45:57 Atualizado em 30/05/2018-00:23:07
Rovena Rosa | Agência Brasil
REFINARIA | Sindipetro anunciou para hoje paralisação de 72 horas em refinarias de Paulínia e Mauá

A AGU (Advocacia-Geral da União) anunciou que conseguiu liminar no TST (Tribunal Superior do Trabalho) declarando ilegalidade da greve dos petroleiros, convocada para hoje. De acordo com o governo federal, a decisão judicial estipula multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
Na segunda-feira, os trabalhadores da Replan (Refinaria de Paulínia) e da Recap (Refinaria Capuava), em Mauá, fizeram uma paralisação de advertência de oito horas, em apoio ao movimento dos caminhoneiros e contra a política de reajuste diário de preços dos combustíveis, praticada pela Petrobrás. O ato serviu como aquecimento para a greve nacional da categoria, convocada pela Federação Única dos Petroleiros.
Na ação, a AGU e a Petrobras dizem que não podem deixar que o Brasil seja afetado pelo movimento "sob pena de enormes prejuízos à sociedade, que já vem sofrendo consideravelmente com as paralisações de serviços em função da greve dos caminhoneiros". Argumentam, ainda, que as reivindicações não têm natureza trabalhista.
Os petroleiros anunciaram a decisão de entrar em greve, por 72 horas, a partir das 0h de hoje. Eles pedem a redução no preço dos combustíveis e d gás de cozinha, manutenção de empregos, a demissão do presidente da estatal, Pedro Parente, entre outros.
Na ação, a AGU pedia a manutenção de todos os trabalhadores que prestam serviços à Petrobras e subsidiárias, sob pena de multa diária de R$ 10 milhões.
MILITARES
Em Paulínia, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) afirmou que o reforço militar realizado ontem à tarde na refinaria tinha como objetivo intimidar os trabalhadores neste momento "pré-paralisação".
"Não se trata de escolta, porque os policiais entraram dentro da refinaria e por lá ficaram, à vista de quem quisesse vê-los. A ação nos pareceu uma tática de intimidação da empresa, de ameaça aos trabalhadores, diante da greve prestes a começar", afirmou o diretor do Sindicato, Gustavo Marsaioli. A reportagem não conseguiu contato com representantes da Polícia Militar para comentar o caso.