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Usinas e montadoras param as produções

Cidades

andré rossiregião | 29/05/2018-22:45:53 Atualizado em 30/05/2018-00:25:06
Arquivo | TodoDia Imagem
cana-de-açúcar | Usinas estão com operações paralisadas

As nove usinas de cana-de-açúcar da RMC (Região Metropolitana de Campinas) estão com suas operações completamente paralisadas desde ontem em virtude da greve dos caminhoneiros que ocorre em todo o País. As montadoras de veículos já interromperam suas atividades desde a semana passada por conta da falta de peças. A tendência é que outros setores também interrompam a produção, como as indústrias de tecelagem. Já na produção rural, há relatos até de canibalismo entre aves por conta da falta de alimento.
De acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), todas as 150 usinas do estado interromperam a produção porque falta diesel para abastecer máquinas, peças, e não há alimentos para refeitórios, entre outros problemas.
"O cenário é preocupante porque além de aumentar os custos de produção, reduz o faturamento das unidades produtoras em aproximadamente R$ 180 milhões por dia, o que pode comprometer a sobrevivência de muitas dessas empresas, que já estão com nível de endividamento elevado diante da crise vivenciada pelo setor sucroenergético nos últimos anos", relatou a entidade, em nota.
A paralisação nas montadoras de automóveis começou no final da semana passada, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, Sidalino Orsi Junior. "A Honda de Sumaré foi afetada primeiro. Em sequência já veio a Toyota em Indaiatuba, e as fábricas da região estão com a produção comprometida pela falta de material. O problema é a falta de matéria-prima. Não é problema de combustível", disse.
Orsi Junior ressaltou ainda que os trabalhadores não farão nenhum tipo de compensação de horas paradas em virtude dos dias não trabalhados. "As empresas que por iniciativa própria estão trocando os dias para trabalhar em feriado, por exemplo. Vamos pedir pagamento das horas dispensadas e que se pague hora extra do feriado. Não vamos fazer nenhum tipo de ação que comprometa a greve de outras categorias. É a nossa posição", afirmou.
SINAL VERMELHO
Já o Sinditec (Sindicato das Indústrias de Tecelagem, Fiação, Linhas, Tinturaria, Estamparia e Beneficiamento de Fios e Tecidos de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré) informou que a produção das empresas está sendo interrompida gradativamente. O problema é o mesmo enfrentando pelos metalúrgicos: não chega material para trabalhar.
"A produção está sendo interrompida gradativamente e se, nos próximos dias as entregas não se normalizarem, semana que vem teremos grandes problemas e paralisações de algumas empresas por completo. Não temos ainda um número exato (de empresas afetadas) para informar. Caso não sejam retomadas as entregas, certamente as empresas terão que lançar mão de férias aos seus funcionários, uma vez que não terão matéria-prima para eles trabalharem", alertou o presidente do Sinditec, Dilézio Ciamarro.