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Bombeiros buscam desaparecidos após queda de prédio no centro

Brasil e Mundo

MARINA ESTARQUE SÃO PAULO | 02/05/2018-22:54:59 Atualizado em 02/05/2018-22:51:30
DESABAMENTO | Buscas por desaparecidos continua entre os escombros do prédio no Largo do Paissandu, em São Paulo

O Corpo de Bombeiros informou, na tarde desta quarta-feira, 2, que quatro pessoas são consideradas desaparecidas após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, região central de São Paulo. As buscas continuam.
Segundo o capitão Marcos Palumbo, além de Ricardo, que estava prestes a ser içado pelos bombeiros quando o prédio desabou, parentes relataram o desaparecimento também de uma mãe e e seus dois filhos gêmeos, que estariam no prédio e não foram localizados desde o incêndio que levou ao desabamento.
Palumbo diz que o marido procurou os bombeiros para informar o desaparecimento. "Eles moravam no oitavo andar. Eles deveriam estar no abrigo e não estão. Ela não está atendendo o celular, então isso é um grande indício de que algo tenha acontecido com ela", afirmou.
O nome da mulher e das duas crianças não foi informado pelos bombeiros, mas na terça (1º), vizinhos perguntavam repetidamente por Selma, conhecida por ser mãe de dois meninos idênticos. Sobrenome, idade ou tempo de ocupação também eram desconhecidos pelos outros moradores no dia do desabamento.
SONO PESADO
"A nossa preocupação é de que a Selma tinha um sono muito pesado. Ela pode ter morrido sem conseguir fugir ou escapou e não quis mais voltar", chegou a fizer Jéssica Matos, 20, no início das buscas.
Apesar do número de desaparecidos contabilizado pelos bombeiros, a prefeitura afirma desconhecer o paradeiro de 49 pessoas, que estavam entre os cadastrados em março do ano passado. Mas, como a rotatividade no local é alta, é possível que elas nem estivessem mais dormindo lá -assim como outras podem ter entrado no local desde então.
O Corpo de Bombeiros trabalha com cães farejadores e estão munidos com drones e câmeras sensíveis ao calor para tentar localizar possíveis sobreviventes. Neste segundo dia de buscas, a corporação tem 75 homens que estão alocados em três frentes: busca e salvamento, continuidade do rescaldo e liberação de vias no entorno, para que a Eletropaulo possa desligar a rede elétrica do edifício.
A estimativa dos bombeiros é de que as buscas possam durar ao menos uma semana.
INCÊNDIO
Moradores do prédio afirmam que o incêndio começou por volta da 1h30 de terça após uma explosão no quinto andar. Eles desconfiam que se trate de um botijão de gás após uma discussão entre um casal. Após a explosão, houve fogo e fumaça pelo prédio.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Magino Alves, a principal hipótese da Polícia Civil, que apura as causas do incêndio, é de que o fogo tenha começado por um acidente doméstico - ainda não se sabe se vazamento de gás ou explosão de panela de pressão. Um inquérito foi aberto no 2°DP (Bom Retiro).
Na avaliação de Marcelo Bruni, gerente metropolitano do Crea-SP, o prédio estava "numa situação fora de controle, infelizmente". "Uma estrutura metálica, num incêndio, é muito suscetível à mudança de temperatura. Se podemos dizer que houve uma circunstância feliz é que o prédio desabou sobre ele mesmo, não sobre vizinhos. Danificou a igreja, mas, considerando o que podia ter havido, foi menos grave".
Durante a madrugada, o incêndio atingiu outros prédios no entorno da antiga sede da PF. Entre eles, a Igreja Martin Luther teve sua estrutura danificada. O templo é a primeira paróquia evangélica luterana da capital, inaugurada em 1908. | FOLHAPRESS