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Temer diz não se incomodar após ser hostilizado em desabamento de SP

Brasil e Mundo

02/05/2018-17:33:43 Atualizado em 02/05/2018-17:35:34
Foto/Divulgação

TALITA FERNANDES, BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)
O presidente Michel Temer disse "não ter se incomodado" com as hostilizações das quais foi alvo na terça-feira (1º) ao visitar o local onde um prédio desabou no centro de São Paulo.
“Eu não me incomodo com isso, o importante era o gesto de autoridade. Você é presidente da República, num caso como esse, convenhamos, uma tragédia das mais dramáticas, e com gente naturalmente muito carente, muito pobre. Eu estando em São Paulo e não comparecer lá, seria objeto de críticas", disse.
Temer afirmou que já esperava ser alvo de "alguma hostilidade" e que o Brasil precisa "tomar critérios de educação cívica".
Questionado pela imprensa sobre se o governo federal vai liberar algum recurso para o apoio das famílias que moravam no prédio que desabou, Temer disse que isso será visto com o ministro da Integração, Antonio Pádua.
"Vou verificar com ele, não tenho notícia ainda, o que eu determinei foi que desse toda assistência necessária."
O presidente visitou o local do desabamento na manhã de terça, no Largo do Paissandu. Ele deu uma breve declaração e deixou o local sob protestos e gritos de "golpista".
O carro em que estava o presidente foi chutado e atingido por objetos arremessados por moradores e deixou o local às pressas.
O prédio que desabou pertence à União, já foi sede da Polícia Federal, estava cedido à Prefeitura de São Paulo e se tornou alvo de seguidas invasões desde os anos 2000.
Ocupado atualmente pelo movimento LMD (Luta por Moradia Digna), abrigava 146 famílias, com 372 pessoas, segundo Palumbo -25% dos ocupantes eram estrangeiros.

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