OK
Close

Supremo Tribunal Federal

Opinião

Ailton Gonçalves Dias Filho | Reverendo da Igreja Presbiteriana de Americana. Escreve às quartas no TODODIA - 10/04/2018-23:11:27 Atualizado em 10/04/2018-23:11:02

Desde o início da Operação Lava Jato deflagrada conjuntamente pelo Ministério Público e Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal foi colocado mais em evidência. Até alguns anos atrás não sabíamos o nome dos onze Ministros que compõem nossa Suprema Corte. Hoje, até o mais alienado dos brasileiros saberia dizer o nome de todos eles.
Nunca o Supremo foi tão exigido e tão exposto. Já tinha sido assim na ação penal 470, vulgo "Mensalão", quando fomos apresentados ao primeiro negro a fazer parte de nossa Suprema Corte, o então ministro Joaquim Barbosa. Foi uma pena perdê-lo no Supremo Tribunal. Barbosa fez muita falta nesta última semana.
Assim, na quarta-feira passada, dia 4 de abril, mais uma vez, o Brasil "parou" para acompanhar a sessão do Supremo. A questão era se concedia ou não o habeas corpus ao ex-presidente Luis Inácio. Como é sabido, o ex-presidente foi condenado, em segunda instância, a 12 anos de prisão. Achei que o Supremo ia "se apequenar", usando uma expressão de tucanos de altas plumagens. Quando começou o julgamento o placar chegou a 5 a 1 contra o habeas corpus. Com a andamento chegou a 5 a 5, com o voto de desempate dado, corajosamente, pela ministra Cármen Lúcia. Assim o Brasil amanheceu na quinta-feira mais calmo e mais confiante. A decisão de 2016 foi respeitada.
Hoje, graças à Operação Lava Jato, temos mais de 70 presos, entre políticos, empresários e servidores públicos. Todos condenados por um juiz de primeira instância, com confirmação em segunda instância. Presos. Podem recorrer à instância superior. Mas, o farão atrás das grades.
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal a ira da sociedade brasileira foi aplacada. A meu ver, acertou o Supremo, embora com placar apertado. A sensação de impunidade vai diminuindo cada dia mais. Já passou da hora de nossos políticos tratarem com zelo o dinheiro público.
Sabemos que este assunto voltará à baila, no próprio Supremo. Talvez, quando voltar, o placar seja outro. Talvez a situação mude completamente. Mas, nesta última semana, o Supremo Tribunal Federal cumpriu o seu papel. Deu a resposta que a sociedade esperava. A mineira Cármen Lúcia está de parabéns. Não se envergou diante da pressão de seus próprios colegas de togas. Foi firme, como tem que ser um ministro de nossa Suprema Corte.
Que a justiça seja feita. É isso.