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SOPAPOS RETÓRICOS

Fogo Cruzado

12/04/2018-22:33:22 Atualizado em 12/04/2018-22:29:53

No primeiro embate de alta temperatura entre os pré-candidatos João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), o tucano atacou o atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta-feira, e o governador reagiu, anunciando que pedirá ao MP-SP (Ministério Público do Estado) que investigue se houve crime contra sua honra.
SOPAPOS II
Doria, que vem adotando a tática de associar o adversário à extrema esquerda -ligação que o governador rechaça-, repetiu o discurso durante uma entrevista à rádio Jovem Pan: se referiu ironicamente a ele como "Márcio Cuba" (depois se corrigiu) e disse que o socialista idolatrava o ex-presidente Lula (PT).
SOPAPOS III
Doria disse ainda que o oponente na disputa pelo governo estadual não tem nenhuma realização para mostrar, que usa a estrutura pública para "fazer política partidária o dia inteiro" e que alicia prefeitos e deputados, com verbas e cargos, em busca de apoio para sua campanha.
SOPAPOS IV
França também tem
disparado na direção do tucano. Diz que ele é "uma pessoa sem palavra", por
não ter cumprido o compromisso de ficar na Prefeitura de São Paulo até o fim do mandato.O socialista postou texto numa rede social
respondendo no mesmo tom. Escreveu que "o prefeito que abandonou a cidade de São Paulo" fez "aquilo que ele sabe fazer de melhor: mentir, plantar o ódio e semear a divisão". O chefe
do Executivo disse que
entrará com uma representação no MP-SP por causa de mentiras ditas
pelo tucano
"SÓ" CAIXA DOIS
O subprocurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, afirmou que, desde que abriu inquérito para investigar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), só tinha elementos para apurar caixa dois eleitoral, e não corrupção passiva.
"Nós não retiramos o ex-governador da Lava Jato. Ele não estava incluído nela. É preciso entender que, na verdade, a Lava Jato é uma investigação que apresenta várias evidências que são utilizadas em juízos diversos. Cada qual com seu cada qual", disse Maia.

SEM FORO
A investigação sobre Alckmin foi aberta no STJ (Superior Tribunal de Justiça) em novembro de 2017 com base nas delações da Odebrecht. O tucano tinha foro especial perante essa corte. Ao renunciar para concorrer à Presidência, na semana passada, ele perdeu o foro especial.
A ministra Nancy Andrighi, do STJ, determinou que a investigação sobre ele baixe para a Justiça Eleitoral de São Paulo, e não para a Justiça criminal comum, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República. Com essa decisão, Alckmin saiu, por enquanto, da rota dos procuradores que atuam em desdobramentos da Lava Jato em São Paulo.