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EMPODERADA

Fogo Cruzado

26/04/2018-22:54:49 Atualizado em 26/04/2018-22:57:29

A deputada federal Ana Perugini foi eleita por unanimidade nesta quarta-feira presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O colegiado foi criado em 2016 para analisar os projetos voltados à pauta da mulher, acolher denúncias e fortalecer a luta em defesa dos direitos da mulher no país.
 
 
CAIXA DE RESSONÂNCIA
Em seu discurso de posse, Ana, que é coordenadora-geral da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres no Congresso Nacional, afirmou que a comissão vai ser uma "caixa de ressonância do que acontece na sociedade" e dará voz às mulheres, na luta contra os mais diversos tipos de violência e pela igualdade de direitos e oportunidades. "A ideia é sempre levar a comissão para fora do ambiente exclusivo da Câmara Federal, já que a Casa do Povo deve ir onde o povo está", afirmou.
DESAGRAVO
A posse de João Cury como secretário de Educação do governo Márcio França (PSB) nesta quinta-feira se tornou um ato de desagravo do ex-prefeito de Botucatu, que foi expulso do PSDB. O presidente do PSDB paulista, Pedro Tobias, expulsou Cury na segunda, depois de o ex-tucano decidir que não tentaria se eleger deputado federal pelo PSDB para ocupar a secretaria estadual.
GUERRA
Tobias está alinhado com o ex-prefeito João Doria (PSDB), que deve disputar a eleição para o governo paulista com França. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) tentou evitar o palanque duplo, mas, sem sucesso, viu sua base rachar em São Paulo. França assumiu o Palácio dos Bandeirantes depois de Alckmin deixar o cargo para disputar a Presidência. Com isso, o PSDB e o PSB romperam no estado, e Doria e França têm trocado críticas publicamente. Se houver recurso da expulsão, será arbitrada por Alckmin, presidente nacional do PSDB.
PESO SIMBÓLICO
Com a presença de tucanos com história no partido como Barjas Negri e Alberto Godlman, que permaneceu sentado no palco, e secretários de Alckmin que permaneceram na gestão Marcos Monteiro e João Carlos Meirelles, o evento ganhou peso político simbólico.
MÁRTIRES
Na cerimônia, em um auditório com mais de mil pessoas, outros tucanos críticos ao ex-prefeito estavam presentes como o deputado estadual Carlos Bezerra Jr. Foram ouvidos gritos contra Tobias. Em seu discurso, França elogiou Cury. "Você estará na companhia das pessoas que foram perseguidas, expulsas, exiladas, estará na companhia de Mario Covas, Miguel Arraes, Teotonio Vilela, das pessoas que acreditaram e lutaram. E por isso ninguém merece ser punido. Ao contrário, devem ser exaltados, que é o que estamos fazendo aqui hoje, exaltando a sua coerência", declarou.