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Ciesp atesta sinais de retomada

Cidades

ELIAS AREDES REGIÃO | 25/04/2018-21:58:01 Atualizado em 25/04/2018-21:59:36
PESQUISA | Ciesp aponta recuperação no emprego

Assim como já tinha sido constatado pela Associação Comercial e Industrial de Campinas, pesquisa divulgada nesta quarta-feira, dia 25, pelo escritório do Centro das Industrias do Estado de São Paulo (Ciesp) atesta uma recuperação no nível de emprego nas indústrias da Região Metropolitana de Campinas (RMC). O relatório divulgado pela entidade afirma que em março deste ano, entre demissões e contratações foi registrado saldo positivo de 400 contratações. No ano passado, no mesmo mês, a indústria da RMC teve um saldo negativo de 150 vagas e em março de 2016, o tombo foi ainda maior, com 650 demissões. "Existe uma tendência de o mercado seguir o ano nessa linha, um tanto descolado de outros fatos, principalmente políticos. Esperamos que isso de fato ocorra", acrescentou José Henrique de Toledo, vice-presidente do Ciesp Campinas.
Os técnicos do Ciesp e da Facamp registram um saldo positivo até agora de 2.300 contratações em 2018, um salto de 360% pois o ano passado terminou com 500 contratações. "O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do Ciesp em Campinas no mês de março/2018 foi influenciado pelas variações positivas de Veículos Automotores e Autopeças (1,87%); Produtos Alimentícios (0,59%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (0,12%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região", registra trecho do relatório.
O setor de produtos alimentícios é o que dá maior colaboração para o resultado positivo. Basta dizer que em março deste ano o crescimento foi de 0,59% no número de vagas enquanto que em 12 meses o nível de emprego no setor subiu 5,35%. Ao comparar com outros setores econômicos, a preocupação cresce, pois nos últimos 12 meses, máquinas e equipamentos registrou queda de 4,06% e móveis teve um resultado negativo de 4,90 ao se comparar o desempenho desde março de 2017.
Apesar do saldo positivo no emprego das indústrias da RMC, a pesquisa mensal do Ciesp detectou que os empresários estão em compasso de espera quando o assunto é a ampliação do seu quadro de funcionários. Os empresários que responderam o questionário afirmaram que em março 5,6% diminuíram o número de funcionários (eram 13,0% em março de 2017, 20,0% em janeiro de 2018 e 5,3% em fevereiro de 2018), enquanto que outros 66,7% afirmaram estabilidade no número de empregados (eram 69,6% em março de 2017, 60,0% em janeiro de 2018 e 52,6% em fevereiro de 2018). Em contrapartida, uma boa notícia: 27,8% declararam ter aumentado seus postos de trabalho (eram 17,4% em março de 2017, 20,0% em janeiro de 2018 e 42,1% em fevereiro de 2018).
Sobre os custos, apesar da reforma trabalhista, promulgada em novembro, o humor dos empresários não melhorou. Em março de 2018, verificou-se que 22,2% dos respondentes declararam que houve aumento dos custos, 66,7% afirmaram que os custos permaneceram inalterados, enquanto que 11,1% dos respondentes declararam ter diminuído tais custos.
Na busca de investimentos e melhoria do nível de emprego, os empresários ouvidos pelo Ciesp não deixaram de exibir preocupação em relação ao nível de inadimplência reinante no mercado da Região Metropolitana de Campinas. De acordo com dados obtidos pela pesquisa, em março deste ano, 33,3% dos respondentes afirmaram que aumentou a inadimplência enquanto que para 55,6% dos entrevistados o panorama não mudou. Para 11,1% dos entrevistados houve redução. "Observamos uma leve piora do indicador em relação ao mês de março 2017,quando 21,7% declaravam aumento da inadimplência, 69,6% estabilidade e 8,7% dos respondentes indicavam diminuição", apontou o relatório assinado pelo Ciesp e também pela Facamp.
No entanto, o trabalho comandado pelo economista Rodrigo Sabbatini chama a atenção para alguns pontos. "Em relação ao mês imediatamente anterior, fevereiro de 2018, observa-se uma tendência de piora nos resultados, uma vez que houve um aumento das respostas que indicavam elevação da inadimplência (26,3% para 33,3%, em fevereiro e março de 2018, respectivamente), redução dos que apontavam estabilidade (63,2% e 55,6%, em fevereiro e março de 2018, respectivamente)", mostra o trabalho divulgado.