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RMC puxa criação de empregos

Cidades

ELIAS AREDES REGIÃO | 24/04/2018-22:42:41 Atualizado em 24/04/2018-22:38:19
Arquivo | TODODIA Imagem
EMPREGO | Comércio demitiu, enquanto serviços abriu vagas

A Associação Comercial Industrial de Campinas (Acic) anunciou nesta terça-feira, 24, que os números do Cadastro Geral de Empregados (Caged) do Ministério do Trabalho apresentaram um resultado surpreendente na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Em março do ano passado, as 19 cidades da RMC registraram a perda de 497 vagas enquanto que no mês passado foram geradas 2.426 vagas, um crescimento de 588,13% na comparação entre os meses.
De acordo com o economista Laerte Martins, os destaques positivos foram o setor de serviços com 2.061 contratações e a indústria, com 648 contratações. A agropecuária teve 114 novos empregos e a administração pública, contribuiu com 119.
Já, puxando os índices para baixo e enxugando os custos, o comércio da RMC teve 367 demissões e a construção civil, 198 demissões. "O emprego vem se recuperando lentamente nesses dois segmentos", afirma o economista.
MELHORES E PIORES
Os dados obtidos pela Acic mostram que os melhores resultados de emprego foram registrados nos municípios de Campinas, Americana e Valinhos, que tiveram 4.032 novos empregos. Os piores resultados foram registrados em Paulínia, Jaguariúna e Morungaba (1.3134 vagas fechadas). "Os números do Caged no trimestre de 2018 são os maiores desde 2015, tanto em Campinas e Região, bem como em Nível Nacional, o que demonstra que está sendo mantido um crescimento lento, mas gradativo na geração de postos de trabalho, o que indica uma redução do índice de desemprego", disse o economista.
O resultado proporciona, segundo ele, a geração de um otimismo moderado até o fim do ano. "O desemprego deverá ser reduzido até o final do ano, podendo variar a taxa dos 12% atual, para abaixo dos 10,5% e 11,0%. Essa tendência é fundamental para o crescimento da economia, indicando uma expansão do PIB entre 2 e 2,5%", estima o economista da Acic.