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MST ocupa fazenda pela 3a vez

Cidades

ELIAS AREDES REGIÃO | 14/04/2018-19:24:08 Atualizado em 14/04/2018-19:20:28
OCUPAÇÃO | Integrantes do MST na fazenda em Valinhos pedem assentamento das famílias

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou na madrugada deste sábado, 14, a ocupação de 700 famílias na fazenda São Eldorado, localizada nas proximidades da estrada do Jequitibá, em Valinhos, na Região Metropolitana de Campinas (RMC).
De acordo com os coordenadores, trata-se de área improdutiva, o que se encaixaria na legislação vigente sobre desapropriação para uso social. Os responsáveis pela área rebatem e afirmam que o terreno serve para criação de gado. A ocupação foi acompanhada pela Polícia Militar mas não houve registro de incidentes.
O grupo batizou a ocupação de Marielle Vive, em memória à vereadora Mariele Franco assassinada há um mês no Rio de Janeiro. A ocupação, segundo os integrantes do MST, faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, que teve início na terça-feira, 10, e segue em todo Brasil até a próxima terça, 17.
A fazenda São João das Pedras tem aproximadamente mil hectares e a reivindicação dos agricultores é para que a área seja destinada à reforma agrária e assentamento das famílias.
Logo após tomar conhecimento da ocupação, a Prefeitura de Valinhos compareceu ao local e ofereceu duas assistentes sociais para verificar possíveis demandas dentro das famílias que se encontram na fazenda. A liderança do movimento entretanto disse que não havia necessidade e declinou da oferta.
A reportagem do TODODIA tentou contato com os líderes do MST no fim da tarde de sáado, mas não obteve retorno.
HISTÓRICO
Responsável pela condução da Fazenda São João das Pedras, o administrador Ernando Batista Gomes, 51 anos, afirmou que esta foi a terceira vez que a área sofre uma ocupação. Dividida pela rodovia, o local já foi ocupada outras duas vezes na área em que se localiza a sede da fazenda. Mas nas duas ocasiões, uma ação de reintegração de posse foi aceita na Justiça e as famílias retiradas do terreno. "Vamos entrar novamente com a reintegração de posse porque lá não são terras improdutivas. Temos bois ali", afirmou o administrador, que preferiu não revelar os nomes dos proprietários.
Segundo ele, os 500 bois utilizam desta área e seis funcionários são os encarregados de conduzirem os trabalhos. "Antes era uma granja", explicou.
Por enquanto, será utilizada apenas a área em que se localiza a sede da fazenda para a administração do gado. Enquanto isso, a preocupação é estabelecer uma relação amistosa com os integrantes do MST. "Chegamos a conversar, mas não tem briga ou discussão. E eles estão esperando mais gente", arrematou.