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SUPRIMIR O SUPREMO

Fogo Cruzado

14/04/2018-19:23:54 Atualizado em 14/04/2018-20:32:02

Um dos principais interlocutores do PT junto ao Judiciário, o deputado federal Wadih Damous (RJ) disse na sexta-feira que é preciso "fechar o Supremo Tribunal Federal".
Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro, Damous gravou um vídeo em que diz que é necessário "enquadrar essa turma", em referência aos ministros do STF.
TEM QUE FECHAR
"Temos que redesenhar o Poder Judiciário e o papel do Supremo Tribunal Federal. Tem que fechar o Supremo Tribunal Federal. Temos que criar uma corte constitucional de guarda exclusiva da Constituição, com seus membros detentores de mandato", conclamou o petista.
BARROSO É O ALVO
Na gravação, Damous concentra as críticas em Luís Roberto Barroso, ministro nomeado no governo de Dilma Rousseff e que deu o mais contundente voto a favor da prisão de condenados em segunda instância no julgamento que negou um habeas corpus ao ex-presidente Lula, semana passada. Entre outras coisas, Damous chamou o magistrado de "mal para a democracia" e capaz de produzir "idiotices".
NÃO FOI PARA ISSO
"Não foi para isso que essa turma foi colocada lá", disse o deputado. E continuou: "Ou nós enquadramos essa turma ou essa turma vai enterrar de vez a democracia."
ESTÁTUA
O ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) não quer acabar com o Supremo. Não, antes que o tribunal satisfaça um desejo seu, expresso na sexta-feira: nada mais, nada menos do que erguer uma estátua em homenagem ao ex-presidente Lula. "[Tivemos] a farsa da condenação de um homem que o Supremo Tribunal o Federal deveria erigir uma estátua. Se houve alguém que fez o direito de milhares de brasileiros prevalecer, esse alguém chama-se Luiz Inácio Lula da Silva", disse o petista. As declarações foram dadas numa sessão especial realizada pela Assembleia Legislativa da Bahia em solidariedade ao ex-presidente Lula.
LENDA VIVA
Entre os aficionados por direito eleitoral, um grupo bastante restrito para dizer o mínimo, o gaúcho Giuseppe Janino, 57, é uma lenda. O neto de italianos da Calábria, atual secretário de Tecnologia do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), é o último remanescente ainda na ativa do grupo que criou a urna eletrônica, há 22 anos. Tamanha é a intimidade com o aparelho que Janino, chamado nos corredores do TSE de "pai da urna" -título que ele rejeita- recita de cabeça os pormenores técnicos de sua cria, e as mudanças que teve desde que estreou, na eleição municipal de 1996.
LENDA VIVA II
O aparelho emagreceu de 12 kg para 9 kg, é cerca de 20% menor e tem autonomia de bateria de 12 horas, 50% a mais do que no início. Transportada para 460 mil seções eleitorais pelo país, suporta todo tipo de desafio logístico. "Sobrevive na cabine refrigerada de um avião, no lombo de um jeque ou numa voadeira da Amazônia", ressalta Janino.