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MAL ESTAR NA BASE

Fogo Cruzado

13/04/2018-22:32:07 Atualizado em 13/04/2018-23:02:05

O vereador Marschelo Meche (PSDB) causou um mal estar à base aliada do prefeito Omar Najar (MDB) ao assinar emenda em parceria com Welington Rezende (PRB) que barra reajuste aos salários do chefe do Executivo e do seu secretariado. Omar e seus secretários receberiam, pela proposta do próprio prefeito, correção salarial de 2,49% mais 6,6%, referentes a 2017. Meche, mesmo com seu partido integrando a base desde o início da gestão, fez duras críticas à proposta de aumento.
 
MAL ESTAR II
O vereador tucano chegou a falar em "afronta ao americanense" e classificou como um constrangimento sem precedentes para a classe política a proposta de correção inflacionária aos agentes políticos no atual momento.
MAL ESTAR III
Desde o anúncio da emenda de Meche e Rezende, muita gente vem esfregando as mãos para aguardar o momento em que tudo isso for levado a debate no plenário. O contra-ataque daqueles que decidirem defender o aumento salarial a prefeito e secretários certamente vai incluir questionamentos a respeito da promessa feita pelo tucano de doar parte de seu salário como vereador a instituições de caridade. Isso foi muito divulgado nos primeiros meses de atuação no Legislativo, mas a "prestação de contas" com ampla publicidade deixou de ser feita já faz um tempo.
CAPITÃO DO MATO
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou nesta sexta-feira o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ao STF pelo crime de racismo contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. Também deputado, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável, foi denunciado por ameaçar uma jornalista. A pena prevista -de um a seis meses de detenção- pode ser convertida em medidas alternativas, desde que sejam preenchidos os requisitos legais. A pena para o crime atribuído a Jair Bolsonaro é de um a três anos de reclusão. A Procuradoria pede ainda pagamento mínimo de R$ 400 mil por danos morais coletivos. Bolsonaro e seu filho ainda não se manifestaram sobre as denúncias.
CAPITÃO DO MATO II
Durante palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em abril do ano passado, em pouco mais de uma hora de discurso, "Jair Bolsonaro usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais". Para Dodge, a conduta do presidenciável é "ilícita, inaceitável e severamente reprovável". A denúncia destaca que o deputado, na ocasião, fez um paralelo da formação de sua família para "destilar preconceito contra as mulheres". A Procuradoria cita a frase em que Bolsonaro disse: "Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher". "Em seguida, Bolsonaro apontou seu discurso de ódio para os índios, impondo-lhes a culpa pela não construção de três hidrelétricas em Roraima e criticando as demarcações de terras indígenas", diz a Procuradoria.