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Em busca de novos sabores

Clube Gourmet

06/04/2018-20:10:20 Atualizado em 06/04/2018-23:47:04

Como são apaixonados por comida, especialmente as italianas, André e Airton são sempre lembrados pelos amigos em assuntos relacionados ao tema. Sgobin brinca que "o sonho de todos é viajar com eles, por conhecerem tão bem aquela região". Sendo assim, pouco antes de embarcar para Roma, André recebeu um vídeo mostrando um pouco do trabalho do macellaio Vito Bernabei, um dos mais tradicionais da região de Roma - desde 1912 como gosta de falar- já que sua Il Norcino, nome de sua norcineria (espécie de açougue), começou com o pai no início da década de 10. Entre os itens que oferece, a porchetta, um tradicional produto italiano, feito de um enrolado de carne de porco, temperado e assado lentamente, é dos mais famosos do país e foi exatamente o que atraiu André, Airton e mais três sobrinhos que faziam parte do grupo de viagem.
Como era prioridade no roteiro já no primeiro dia a turma pegou um trem de Roma à Marino, uma província da região do Lazio. Depois de cerca de uma hora, ávidos por degustar novos sabores, assim que pisaram por lá foram surpreendidos pela notícia de que Il Norcino estava fechado. Como brasileiros (do tipo que não desistem nunca), decidiram arriscar e bateram à porta do italiano, que não só os recebeu muito bem, como promoveu uma degustação de embutidos única e exclusiva para eles.
Desse lugar, além de terem saboreado uma das porchettas mais famosas do mundo e terem somado lembranças de sabores e cheiros inesquecíveis, saíram ainda com uma boa peça de guanciale (uma éspecie de bacon, feito da papada do porco), perfeita para fazer uma legítima massa à carbonara. Pagaram por ela a bagatela de 47 euros, o equivalente a R$200. Como bom gourmand que é, André chegou ao Brasil e foi direto preparar um delicioso macarrão com a iguaria.
Aproveitando o ensejo, hoje ele nos presenteia com a receita do vero carbonara dele, assim como do carbonara abrasileirado (uma receita garimpada em um livro antigo encrementada por ele com vinho e creme de leite). Outra delícia tipicamente italiana que ele explica é o famoso e tradicionalíssimo spaghetti alla amatriciana. Não deixem de anotar!
Curiosidades Porchetta de Bernabei
- Ele tem sua própria criação do porco e seus animais comem castanhas e esse sabor pode ser sentido no produto
- Um dos motivos de tanto sabor é que ele usa ingredientes diferenciados, entre eles a flor de funcho, ou erva doce silvestre. Detalhe: O kg custa em média 160 euros
- Ele é fornecedor de porchetta para alguns dos melhores restaurantes da Itália
Segundo Airton Sgobin, que já degustou a delícia em vários lugares, a dele é única. "Quem já comeu sabe diferenciar das outras, porque o gosto é muito peculiar"
SERVIÇO: site: www.il-norcino.itsabores 
Vero Carbonara (tradicional romana)
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INGREDIENTES
Espaguete (150g por pessoa)
1 ovo por pessoa
Guanciale ou bacon à vontade
Queijo parmesão à gosto
MODO DE PREPARO
Cozinhe o macarrão. Frite o guanciale (ou bacon) até o ponto que gostar, lembrando que não precisa colocar óleo, pois ele mesmo soltará gordura. Terminado isto, bata os ovos e misture um pouco de queijo parmesão. Jogue o macarrão cozinho no guanciale frito e acrescente o ovo batido.
DICAS DO ANDRÉ:
O calor do macarrão cozinha o ovo e para que fique um creminho o truque é jogar um pouco da água do cozimento, junto
O creme de leite dá uma quebrada no sabor do ovo. Quem gosta dele ainda mais cremoso, coloque o creme de leite com soro
CARBONARA ABRASILEIRADO
A mesma forma como é feito o tradicional, acrescentando apenas 1 cálice de vinho branco ao guanciale e creme de leite no ovo batido.
Spaghetti alla amatriciana
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INGREDIENTES
Espaguete (150g por pessoa)
Guanciale ou bacon à vontade
Passata de Tomate (molho)
MODO DE PREPARO
Cozinhe o macarrão. Frite o guanciale (ou bacon) até o ponto que gostar, acrescente o molho e depois a massa cozida.
DICAS DO ANDRÉ:
Essa receita deve sempre ser feita de forma original, já que para eles, mudar a forma de fazer pode até ser considerado uma afronta.
- Curiosidade
A cidade de Amatrice deu fama mundial à "pasta à amatriciana", um dos mais tradicionais pratos de massa na Itália. Em 2016, um terremoto de 6,2 graus atingiu a cidade causando grande destruição. Para ajudar na sua reconstrução na época foi lançada uma campanha para arrecadar verba. Na ocasião para cada prato de pasta à amatriciana consumido em restaurantes do país, uma quantia era doada. A ação contou com a colaboração de chefs de vários lugares do mundo, inclusive no Brasil.
Para comer como um bom italiano!
Há algum tempo André e Airton descobriram um site super bacana que oferece a opção de ser recebido em Roma por um romano, da mesma forma como eles recebem os amigos e familiares. O "Mangia a Casa Mia", surgiu em uma época de crise e hoje faz muito sucesso. No site é possível escolher entre refeições romana, napolitana, toscana e até de outras denominações. Já na primeira ida a dupla descobriu a casa da romana Barbara, um apartamento super charmoso localizado no bairro de Trastevere. Desde então, a experiência é parada obrigatória para eles. "Você não sabe o cardápio, não sabe nada, ela vai te receber como se tivesse recebendo os amigos. É maravilhoso porque você vai ver como ela mora e quais os costumes. Ela te recebe com um bom vinho, mesa de entradas, bons queijos, e excelentes refeições. Vale a pena", comenta Airton.
SERVIÇO: http://www.with.com/ | Contato da Patrícia: 393408606267
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Novas Descobertas
Um dos passeios imperdíveis em Roma é a Piazza Navona, ou Praça de Navona. De arquitetura Barroca, o lugar é conhecido por suas fontes e para os brasileiros é ponto especial, já que fica ali a nossa embaixada. Entre os edifícios mais importantes estão o Palazzo Pamphilli e a Igreja de Santa Agnese, cenário do livro Senhora do Vaticano, de Eleanor Herman, uma ótima dica de leitura.
Rodeada de restaurantes, durante o dia o clima é muito interessante, onde é possível curtir as atuações de diferentes artistas de rua, como mágicos e dançarinos. Também nessas redondezas fica a famosa estátua de Pasquino, cuja origem é divergente, mas, as histórias sobre ela são bastante interessantes. Uma das versões é que a relíquia representa um antigo alfaiate da época da Roma Renascentista, que era bastante fofoqueiro e costumava espalhar notícias, tendo vindo daí a origem da palavra Pasquim. E em busca dessa estátua, o grupo de viagem foi parar na parte de trás do palácio Pamphilli. Na Rua do Governo Vecchio, eles descobriram uma loja com doces típicos italianos, A Two Sizes. "Quem for à Roma, precisa ir nesse lugar. Não gosto de tiramisù, mas, nunca comi tanto dessa sobremesa na minha vida. A de pistache é espetacular", relata Airton que experimentou ainda panacota, e mil folhas. Já para André o gosto do canole de mascarpone ainda pode ser sentido até hoje. "É espetacular", comenta. De acordo com o que levantaram a dona é da região da Calábria. "Eles tem algumas coisas semi-prontas e outras eles terminam de preparar na hora. Tudo fresco e maravilhoso", contam.
Quando for à Roma, visite!
O Restaurante La Base que fica na Via Cavour. Maravilhoso, mega transado, com decorações dos anos 60 inspirados na época da guerra do Vietnã (por isso o nome, fazendo referência a uma base militar), ele é charmoso e traz nas paredes fotos de grandes nomes como Claudia Cardinale, Gina Lollobrigida e Marcello Mastroianni.As comidas são excelentes, tradicionais, tanto no verão quanto no inverno. "Sempre que vou peço o mesmo prato: Salada de batata com Polvo (foto). Da última vez paguei apenas 5 euros", indica Airton.
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Momento perfeito para viajar
Nesse período entre meados de janeiro a começo de abril, quando a Europa começa a sair do Inverno e entrar na Primavera, comer em solo italiano acaba se tornando mais barato e esse é um dos bons motivos para escolher essa época para viajar. Segundo nossos viajantes é possível comer um bom carbonara, em um bom restaurante por apenas 9 euros. O preço não muda muito para outros pratos típicos como o famoso amatriciana, que custa em média entre 9 e 10 euros. "Dá para tomar uma sopa de cebola cremosa e muito bem servida por apenas 5 euros", anima-se Airton que acrescenta: "Onde se come algo assim por esse preço no Brasil?"
Outro prato barato, típico e que vai muito bem como entrada é a Fiore di Zucca (Flor de abóbora), frita. Airton conta, que sempre pede, por lhe remeter sua infância. "Minha avó materna Maria sempre fazia. Empanava com uma massinha de trigo e nós comíamos, então, gosto de comer para lembrar desses momentos". Na Itália, ela costuma ser recheada com queijo pecorino e alicci.
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