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Ex-presidente Lula pode ser transferido

Brasil e Mundo

WÁLTER NUNCES CURITIBA | 15/04/2018-18:17:14 Atualizado em 15/04/2018-18:12:55
Ricardo Stuckert | Fotospublicas
TURBILHÃO | Acampamento em Curitiba que pede soltura do ex-presidente causa desconfortos

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva completou neste sábado, 14, uma semana preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba. O tempo foi suficiente para virar de ponta cabeça a rotina do departamento policial e seu entorno pela presença de imprensa nacional e estrangeira, de grupos de manifestantes a favor de sua prisão e acampamento de movimentos que pedem a sua libertação.
A brusca interferência na rotina do local fez com que policiais procurassem o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato, para pedir que o ex-presidente fosse transferido para outra prisão, de preferência fora do perímetro urbano. Moro, segundo a Folha apurou, manifestou disposição em deixá-lo onde está por mais um tempo. Mas uma mudança não está descartada.
Se policiais federais não querem Lula por perto, o diretor do Depen [Departamento Penitenciário do Paraná] diz que está pronto para receber o ex-presidente. Luiz Alberto Cartaxo Moura afirmou que já tem lugar reservado para o líder petista no Complexo Médico Penal de Pinhais, presídio que desde março de 2015 acomoda presos da Lava Jato. "O espaço para ele está pronto", diz. Hoje a sexta galeria do presídio abriga 13 detentos enviados para lá por Sergio Moro.
Há condições de acomodar o ex-presidente Lula no Complexo Médico Penal?
- Sem problemas. O espaço para ele está pronto. Isso existe. Ele terá prerrogativas de ex-presidente. Ele pode optar pelo convívio ou pelo não convívio [com outros presos], porque não sabemos as consequências das inimizades que ele possa ter lá dentro. Então se ele quiser ficar isolado ou se quiser ter um ou dois companheiros de cela é possível também. Quem vai decidir isso [ficar sozinho ou com outros presos] é ele e a defesa dele.
Na Polícia Federal ele não tem possibilidade de estudar, possibilidade de trabalhar, possibilidade de ter remissão pela leitura [abatimento de dias de pena a cada livro lido]. A área que ele ficaria seria absolutamente segura.
Seria a sexta galeria?
- Tem uma outra opção, próxima [da sexta galeria]. Um espaço que existe lá há algum tempo e está desativado. Mandei reativar, está pronto. Se for necessário, será utilizado. O que me preocupa na decisão de uma remoção dele é o ambiente externo. Se eu tiver cobertura da Polícia Militar na área externa, não tem com o que me preocupar.
Aqui em Curitiba as nossas unidades militares estão em áreas residenciais. O mesmo problema que foi gerado na Polícia Federal [acampamento] irá ser gerado na frente dos quartéis se fosse conveniente mandá-lo para uma unidade militar. O Complexo Médico Penal passa a ser uma opção viável para evitar esse tipo de problema, porque está dentro do mato e há possibilidade de realizar um bloqueio e acomodar os movimentos sociais sem qualquer tipo de problema, desde que haja cobertura da Polícia Militar para isso.
O senhor já foi procurado sobre esse assunto?
- Já. Recebi uma consulta da Secretaria de Segurança hoje [quinta, dia 12] se seria possível custodiá-lo e eu falei que sim. Estou aguardando a decisão do juiz. O Sergio Moro vai precisar dele para outras audiências, porque tem pelo menos mais dois processos em andamento. | FOLHAPRESS