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ONU quer comissão para checar ataques químicos na Síria

Brasil e Mundo

GOR GIELOW SÃO PAULO | 14/04/2018-19:22:32 Atualizado em 14/04/2018-19:17:59
ATAQUES | Ataque de mísseis à Síria cria tensão global

Além da inexistência de verificação independente de que Bashar al-Assad conduziu o ataque químico que justificou a operação liderada pelos EUA ao lado de França e Grã Bretanha na sexta, 13, a própria eficácia militar do bombardeio é alvo de polêmica entre o país e a Rússia. A Organização das Nações Unidas (ONU) tenta formar um grupo independente para verificar os fatos e quem realmente promoveu, conclamou o secretário-geral António Guterres.
O Pentágono afirmou que 105 mísseis e bombas usados por forças americanas, britânicas e francesas atingiram seus objetivos.
Já a Rússia, aliada de Assad, e o governo sírio afirmam que 70% de 103 mísseis lançados foram interceptados.
Assad tem à sua disposição sistemas mais antigos fornecidos pela então União Soviética, como o S-200 e o Buk, menos eficientes do que os modernos S-300 e S-400 que as forças russas operam. Além disso, recentemente Israel bombardeou boa parte da infraestrutura de defesa antiaérea síria. "Estou confiante de que os alvos foram destruídos e a defesa aérea síria, ineficiente", disse o general Kenneth McKenzie, do Estado-Maior Conjunto americano. Não há relatos, disse, de vítimas. Os sírios falam em três civis feridos.
Ele apresentou fotos de satélite que mostram o que seria a destruição dos três alvos, todos supostamente ligados ao programa de armas químicas que os três países acusam Assad de ter. O mesmo motivo foi alegado na invasão do Iraque pelos EUA, mas se mostrou inexistente.
OS ALVOS
Foram bombardeados um centro de pesquisa em Damasco e dois depósitos, um deles subterrâneo, em Homs. Confrontada por repórteres se havia provas de que as instalações realmente tinham armas químicas, a porta-voz do Pentágono, Dana White, apenas disse que "confiava na inteligência" disponível sobre os locais. A falta de confiabilidade nos relatos de lado a lado deverá pautar o tom do debate entre Ocidente e Rússia daqui em diante.
Mas ficou evidente o cuidado dos EUA e aliados em não atingir nenhum dos cerca de 5.000 soldados russos que apoiam Assad em sua guerra civil desde 2015.
| FOLHAPRESS