OK
Close

Militantes montam vigília na PF

Brasil e Mundo

REDE BRASIL ATUAL/FOLHAPRESS CURITIBA | 08/04/2018-21:34:36 Atualizado em 08/04/2018-21:31:53
ACAMPADOS | Manifestantes em frente à PF em Curitiba

Apesar de uma proibição judicial, movimentos sociais organizam caravanas para manter vigília diante da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde desde a noite de sábado, 7, está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Boletim divulgado neste domingo pelo Comitê Popular em Defesa de Lula e da Democracia informou que "ele dormiu tranquilamente e não foi maltratado pelos agentes do local" e "continua sereno e tranquilo".
A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffman (PR), depois de conversar com um delegado, informou que o ex-presidente estava bem. A Justiça do Paraná, a pedido da prefeitura de Curitiba, concedeu o chamado interdito proibitório, para proibir a presença de manifestantes nas proximidades da PF. No sábado, manifestantes favoráveis a Lula foram reprimidos pela polícia.
O ex-presidente chegou à Superintendência por volta das 22h. Ele deixou a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, no final da tarde, escoltado até a PF em São Paulo, no bairro da Lapa. De lá, foi de helicóptero até o Aeroporto de Congonhas, voou de jato até Curitiba, onde embarcou em outro helicóptero até a sede da PF paranaense. Até quando pôde, ficou em companhia do advogado Cristiano Zanin Martins.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou neste domingo que "os sindicatos filiados à CUT vão resistir [à prisão de Lula]". Segundo o dirigente, haverá vigília permanente diante da Superintendência da PF em Curitiba. "Vamos definir quais as categorias que estarão se revezando nessa vigília."
Ainda na manhã desde domingo, o líder do MTST (sem-teto) Guilherme Boulos escreveu em rede social sobre críticas feitas por um juiz. "Marcelo Bretas é tuiteiro e nas horas vagas é juiz federal. Para ele, manifestação em defesa de Lula é vandalismo. Para mim, vandalismo é um juiz e sua mulher receberem 8 mil reais de auxílio-moradia morando na mesma casa, sem pagar aluguel".
ORGANIZAÇÃO
Os manifestantes pró-Lula que estão acampados no entorno da sede da superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, fizeram uma assembleia para decidir questões envolvendo o acampamento montado no local. Gritando palavras de ordem, principalmente "Lula livre", os acampados definiram líderes para cuidar de tarefas como limpeza, organização, cozinha, infraestrutura e segurança.
Ao final, os coordenadores do acampamento falaram com a imprensa. Segundo Roberto Baggio, da Frente Paraná Brasil, a intenção é manter a manifestação próximo à PF até que Lula seja solto.
Os coordenadores do acampamento pró-Lula afirmam que também haverá um movimento permanente em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal e ao menos um ato no Rio de Janeiro. Eles exigem a soltura do ex-presidente.
Em Curitiba, os manifestantes prometem uma convivência pacífica com os moradores do local. "Há uma orientação para que os acampados não aceitem provocações de qualquer tipo, vamos ter a atitude de pacificação, porque não queremos causar nenhum tipo de problema para os vizinhos", declarou Baggio, da Frente Brasil Popular.
Conforme Regina Cruz, da CUT, já há no local manifestantes dos estados da Bahia, Maranhão, Espírito Santo, Mato Grosso, Santa Catarina, entre outros. Segundo ela, há ao menos 40 ônibus com caravanas pró-Lula indo em direção ao local para integrar o grupo.
"Só vamos usar o som e fazer falas caso necessário, vamos respeitar a lei do silêncio e dar atenção aos moradores", disse.