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Lula, cercado por multidão, sai a pé e se apresenta à PF

Brasil e Mundo

da redação/agências são paulo | 07/04/2018-20:16:25 Atualizado em 07/04/2018-20:15:55
Adonis Guerra | SMABC
CERCADIO| O sindicato permaneceu cercado desde quinta-feira

Cercado por uma massa humana de militantes e simpatizantes que não queriam que ele se apresentasse à Polícia Federal e prometiam "resistir" para manter o ex-presidente em liberdade, Luiz Inácio Lula da Silva acabou preso pela Polícia Federal às 18h40 deste sábado, 7.
Ele se apresentou dentro da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde estava desde quinta-feira, 5, quando o juiz paranaense Sérgio Moro decretou a sua prisão.
Lula já havia decidido se apresentar, desde o início da tarde, mas quando tentou sair do sindicato o seu carro foi impedido por uma multidão que gritava palavras de apoio a ele.
Então Lula voltou e, minutos depois, a presidente nacional do PT, senadora Gleise Hofman, também paranaense como o juiz, falou à multidão, pedindo que não impedissem Lula de sair.
De acordo com Gleise, se Lula não se apresentasse ainda ontem, seria considerado foragido e sua situação jurídica poderia ficar ainda mais difícil.
Em seguida, Lula saiu por um caminho secundário do prédio do sindicato, caminhando a pé, mas mesmo assim foi cercado pela multidão. Logo entrou por uma caminho paralelo, onde era esperado por um comboio de viaturas da Polícia Federal.
CONFLITO
Desde quinta-feira, quando a multidão começou a tomar conta das dependências do Sindicato dos Metalúrgicos, a Polícia Federal descartava a possibilidade de ir até lá para prender Lula, pois temia conflito com os manifestantes.
Na operação de ontem, o comboio se manteve discreto, longe dos olhos da multidão, e a sua presença para buscar Lula havia sido negociada com antecedência por lideranças petistas e pela assessoria jurídica do ex-presidente.
Lula foi levado então para a a Polícia Federal, para os exames de praxe antes da prisão.
Até o fechamento desta edição não haviam informações oficiais sobre a forma como ele seria transferido para Curitiba, onde deve ser apresentado a Moro.