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PF investiga queda de helicóptero sequestrado que matou três em SC

Polícia

folhapress SÃO PAULO | 09/03/2018-22:12:38 Atualizado em 09/03/2018-22:07:58
QUASE | A nave em chamas: por sorte, casas não foram atingidas

A Polícia Federal assumiu as investigações da queda de um helicóptero registrada na tarde desta quinta-feira, 8, em Joinville (SC), que terminou com três mortos e um ferido.
O helicóptero explodiu ao cair sobre três casas do bairro Paranaguamirim, por volta das 15h45 -nenhum morador se feriu. A PF comanda as investigações porque trata-se de um acidente aéreo.
A primeira suspeita levantada pela Polícia Civil, que iniciou a apuração do acidente, é de que o piloto e mais um auxiliar de pista foram sequestrados pelos contratantes do voo, que pretendiam resgatar um preso da região.
Ainda não se sabe o que causou a queda da aeronave, cujos destroços começaram a ser periciados por uma equipe da seção de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos da FAB (Força Aérea Brasileira) nesta sexta. O laudo com as conclusões do acidente deve ficar pronto em ao menos 30 dias.
Morreram carbonizados o piloto Antonio Mario Franco Aguiar, 57, o auxiliar de pista Bruno Siqueira, 20, e um dos contratantes do voo, que ainda não foi identificado.
O quarto ocupante do voo e único sobrevivente foi identificado como Daniel da Silva, 18. Ele foi resgatado pelos bombeiros e encaminhado para o Hospital Municipal São José. Ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em 15% do corpo e está sedado.
Segundo a polícia, Daniel tem ficha criminal por tráfico e posse de drogas, receptação, dano qualificado e resistência à abordagem policial. Ele havia deixado a prisão em fevereiro.
Antes de o helicóptero cair, moradores do bairro Paranaguamirim ouviram barulhos de disparos de arma de fogo. A polícia apreendeu junto aos destroços um revólver e em um local mais à frente do acidente, uma pistola calibre 9 mm.
BETO CARRERO
O helicóptero prestava serviços para o parque de diversões Beto Carrero World. Ele faz voos panorâmicos na cidade de Penha, onde o parque está localizado.
No entanto, Daniel e o comparsa morto, que ainda não foi identificado, alegaram que precisavam fazer um voo mais longo, até Joinville, que está a 70 km de Penha, para ver uns terrenos. Eles embarcaram com duas maletas de mão por volta das 15h20.
O voo levantou suspeita das autoridades porque não teve a rota comunicada ao serviço de controle aéreo, um procedimento obrigatório. A suspeita de que algo estava errado se confirmou quando o piloto Antonio Aguiar enviou para a torre de Curitiba (PR) um código informando que havia sido sequestrado. A aeronave também caiu em um local próximo ao presídio regional de Joinville, fato que reforça a hipótese de que um preso seria resgatado da unidade prisional.
Em nota, o Beto Carrero World lamentou o acidente. "Lamentamos a queda de uma aeronave pertencente a empresa Avalon Táxi Aéreo, que terceiriza o serviço de voos panorâmicos no Beto Carrero World. Segundo informações da Avalon Táxi Aéreo, a aeronave não estava operando nas rotas oferecidas de serviços pelo parque."
A reportagem não conseguiu localizar nenhum representante da Avalon Táxi Aéreo.