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Nova comissão em Paulínia é perseguição, diz vereador

Cidades

13/03/2018-22:22:42 Atualizado em 13/03/2018-22:18:30

A Câmara de Paulínia autorizou nesta terça, 13, a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador Tiguila Paes (PPS), presidente da Comissão Processante formada para investigar os 13 parlamentares acusados de votarem favoravelmente ao prefeito Dixon Carvalho (PP) em troca de cargos. A nova CP também vai investigar Kiko Meskiati (PRB), vereador que presidiu a sessão de afastamento dos parlamentares. O afastamento ocorreu dia 26 de fevereiro por determinação judicial.
"É uma perseguição política barata em que tentam tirar o foco daquilo que deve ser investigado", afirmou Tiguila Paes durante a sessão. "O plenário da Câmara não é soberano para tudo e todos. Quando não há nada contra, apresentam qualquer denúncia. É uma denúncia infundada e mal feita pelo advogado que escreveu", analisa Paes. A nova Comissão Processante será formada por Edilsinho Rodrigues (PSDB) na função de presidente; Flávio Xavier (PSDC), como relator, e Fábio Valadão (PRTB) como secretário. A comissão tem 90 dias para apresentar o relatório.
A denúncia encaminhada pelo advogado Josimar Bueno considerou que houve quebra de decoro parlamentar pelo modo como Paes e Meskiati conduziram a sessão do afastamento, pois isto gerou desgaste à imagem pública da Câmara. "(...) Honra objetiva esta que foi colocada em xeque pela opinião pública e pela sociedade civil (...)", afirmou o advogado na denúncia.
O denunciante ainda faz acusações criminais contra Meskiati envolvendo cédulas falsas de 50 reais, pelo qual teria sido condenado a quatro anos de prisão em primeira instância. Após a leitura da denúncia, acolhida por 11 votos, a Procuradoria concedeu legalidade e procedência, mas com o alerta de que Paes e Meskiati não podem ser afastados durante a Comissão Processante.
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