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Termina a greve nos Correios

Cidades

CRISTIAN EDUARDO BARBOSA AMERICANA | 13/03/2018-22:20:51 Atualizado em 13/03/2018-22:18:08
GREVE | Paralisação de menos de 24 horas deve ter impacto pequeno nos serviços de entrega

Durou menos de 24 horas a paralisação dos trabalhadores dos Correios, em Americana, iniciada na segunda, 12. Em assembleia na noite do mesmo dia, os funcionários decidiram voltar ao trabalho depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou parcialmente procedente o pedido da empresa para revisar a cláusula de convenção coletiva de trabalho que trata do custeio do plano de saúde. O plano será mantido aos trabalhadores, mas foi definido o pagamento de mensalidade e de coparticipação no caso da utilização. Segundo o Sindicato do Trabalhadores em Correios de Campinas e Região (Sintectcas), a greve mobilizou 50% dos funcionários.
A estimativa de adesão à paralisação de um dia foi informada pelo diretor de Comunicação do Sintectcas, Luciano Zubinha. O número corresponde aos trabalhadores da área operacional da empresa nas 84 cidades abrangidas pelo sindicato, entre elas, Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia e Indaiatuba. Segundo ele, a greve relâmpago da categoria não causou problemas generalizados ao serviço e o processo de entrega deve ser normalizado de forma rápida.
"No geral recupera rapidamente, podendo ter problemas pontuais em algumas unidades, pois o quadro de funcionários já está defasado e isso prejudica a distribuição", afirma Zubinha, que fez uma crítica à política adotada pelo governo em relação à categoria e à empresa. "O governo tem sucateado a empresa, e com isso vem buscando formar a opinião pública de que o melhor é privatizar, mas sabemos que enquanto teve funcionários a empresa prestava um serviço de qualidade à população e gerava lucro aos cofres do governo", frisa.
COMO FICOU
No julgamento de segunda- feira, 12, o TST acatou parcialmente o pedido dos Correios sobre o custeio do plano de saúde para os seus empregados. A decisão diz que o plano de saúde continuará a atender empregados ativos, aposentados, cônjuges, companheiros, filhos menores de idade e pais e mães dos titulares. Mas a partir de agora será fixado o pagamento de mensalidade, com exceção a pais e mães, e a coparticipação para todos os que utilizarem o plano.
De acordo com nota publicada pelo Sintectcas, a mensalidade vai variar de 2,5% até 4,4% do salário, de acordo com a remuneração recebida. Assim, quem recebe mais também terá que pagar mais pelo plano. Os empregados que receberem até R$ 2.500 pagarão mensalidade equivalente a 2,5%, enquanto os que têm remuneração superior a R$ 20 mil estarão sujeitos ao maior percentual.
Ficaram definidas ainda regras para mensalidade de cônjuges e companheiros equivalente a 60% da mensalidade do titular e, para filhos, 35%. No caso de pais e mães, os Correios alegaram que não poderiam manter o benefício em função do custo. Os ministros, contudo, mantiveram a situação nos moldes atuais até agosto de 2019, quando isso deve então ser revisto.