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Conselho Antidroga é reativado

Cidades

ELIAS AREDES HORTOLÂNDIA | 11/03/2018-21:19:48 Atualizado em 11/03/2018-21:17:19

Para pensar e debater novas políticas de combate ao tráfico e consumo de drogas, a Prefeitura de Hortolândia decidiu apoiar a recriação do Comad (Conselho Municipal Antidrogas), instalado por intermédio de lei federal em 1998 e que foi viabilizada na última semana após publicação de lei no Diário Oficial do Municipio.
De acordo com as regras estipuladas em lei, o colegiado atuará em duas frentes principais, a da prevenção e a da recuperação de consumidores de entorpecentes. No âmbito do poder público, o responsável pela articulação do projeto será o servidor da Secretaria Municipal de Inclusão e Desenvolvimento Social, Antônio Munhoz Machado. Sua missão será viabilizar a montagem do Comad, que terá 16 integrantes, dos quais oito serão titulares. Metade dos conselheiros é indicada pelo poder público enquanto que a outra metade será formada por representantes da sociedade civil organizada.
Entre as instituições participantes estão a OAB-Hortolândia (Ordem dos Advogados do Brasil), as polícias Civil e Militar, o Conselho Municipal de Defesa da Criança e Adolescente, a Pastoral da Sobriedade da Igreja Católica, o Grupo de Apoio ao Tabagismo, comunidades terapêuticas e grupo de apoio evangélico. Entidades que atuam na área, como Narcóticos Anônimos e Alcoólicos Anônimos, atuarão como apoiadores.
A Administração Municipal estará presente por meio das secretarias de Governo; Saúde; Educação, Ciência e Tecnologia; Cultura, Esportes e Lazer; Segurança Pública; Inclusão e Desenvolvimento Social; e Assuntos Jurídicos.
Para Munhoz, a recriação do Comad é um passo importante e de grande relevância social. "É preciso reconhecer que o problema do uso das drogas lícitas e ilícitas existe em todo o Brasil e, a partir daí, oferecer esclarecimento e apoio. As pessoas não sabem como agir. Precisam de conversa, de acolhimento", disse.
Para ele, alguns estigmas precisam ser quebrados na forma de resolver o problema. "Muitas famílias estão perdidas, porque a droga transforma o usuário em outra pessoa, com outra personalidade. Dentro da prevenção, um dos objetivos é aumentar a informação sobre as drogas e o que elas causam. Quando se ajuda uma pessoa, ajuda-se todo o seu grupo, familiares e amigos", observa Munhoz.
NOVO PASSO
Já o prefeito Ângelo Perugini (PDT) afirma que o projeto é um novo passo para quebrar o paradigma de falta de participação popular nas decisões do poder público.
"O papel dos conselhos municipais, cujos representantes são eleitos pela população, é muito importante nessa tarefa. Por isso, é necessário o diálogo permanente. Mais do que solucionar os problemas das pessoas, desejamos orientá-las para que elas sejam envolvidas na solução deles", disse o prefeito.