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Hortolândia e Sumaré lideram novos empregos

Cidades

ELIAS AREDES HORTOLÂNDIA | 07/03/2018-22:26:27 Atualizado em 07/03/2018-22:23:14
Arquivo | TODODIA Imagem
EMPREGOS | Indústria puxa saldo positivo de empregos

Relatório do Cadastro Geral de Empregados (Caged) divulgado na semana passada pelo Ministério do Trabalho demonstra que no mês de janeiro as cidades de Sumaré e Hortolândia geraram um saldo positivo de 475 empregos, patamar superior a cidades como Campinas, que com 1,2 milhão apresentou saldo positivo de 333 vagas.
O resultado mostra perfis semelhantes para que as duas cidades chegassem ao resultado. Com 273 mil habitantes, Sumaré teve como sua principal fonte a indústria de transformação, com 114 vagas geradas em janeiro, e a agropecuária, com 178 novos empregos. O setor industrial também foi preponderante em Hortolândia, representando 263 vagas. Em Campinas, por sua vez, foram gerados 333 empregos, mas houve queda na área de serviços, que perdeu 738 postos de trabalh, segundo o ministério.
CHAMARIZ
Os resultados produzem um alento tanto para Sumaré como para Hortolândia. Na primeira, o saldo registrado em todo o ano passado foi de 142 novas vagas entre contratações e demissões e em janeiro deste ano, 280 vagas de saldo. Já em Hortolândia, o mês de janeiro teve 295 empregos gerados.
Para a Prefeitura de Sumaré, a tendência é sustentar o bom resultado já obtido ano passado e que teve como alicerce a captação de novas empresas. "Este trabalho de atração de novas empresas, com consequente geração de emprego à população e renda ao município, é desenvolvido por meio de contato com o empresariado, visitas e apresentação dos benefícios de se instalar em Sumaré em diversas câmaras que envolvem grandes empreendedores de outros países", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico e vice-prefeito, Henrique Stein.
PAULÍNIA
Com 102.449 habitantes, de acordo com projeções estipuladas pelo IBGE, a cidade de Paulínia não saiu da sua crise na geração de empregos. Segundo dados do Caged, o município teve um saldo negativo de 372 postos de trabalho, sendo que a área de serviços teve colaboração decisiva com 491 empregos fechados.
Em contrapartida, as áreas que mais geraram vagas foram a indústria de transformação, com 30 vagas, comércio com 33 vagas e indústria, com 48 vagas.
Em resposta enviada ao TODODIA, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico afirmou que recolocou somente em 2017 mais de 2 mil pessoas no mercado de trabalho e em janeiro deste ano já registrou 200 contratações.
Dentro de suas atribuições, a prefeitura afirma que tem se empenhado para atrair novas empresas e diversificar a matriz econômica do município e viabilizar um saldo positivo na geração de empregos em 2018.
Além de lidar com a crise econômica, o município administra uma crise política que já fez com que em menos de duas semanas a Câmara de Vereadores tivesse duas formações diferentes. A prefeitura admite que a incerteza gerada pelas decisões judiciais afeta o desempenho da economia local. "Quanto à crise política, a prefeitura ressalta que a constante instabilidade gerada por guerras políticas afeta o município não apenas no que diz respeito a geração de empregos, mas paralisa também diversos processos burocráticos indispensáveis para o bom andamento da máquina pública", completou a nota enviada pelo Executivo.
No dia 26 de fevereiro, para atender uma ordem judicial, a Câmara deu posse para 13 suplentes, que autorizaram o afastamento dos titulares e a instalação de uma Comissão Processante contra os vereadores afastados e o prefeito Dixon Carvalho (PP), suspeitos de barganharem benesses pelo apoio no Legislativo. A acusação é de troca de cargos por voto entre Dixon Carvalho e os vereadores, além de irregularidades nos contratados da merenda e da coleta de lixo.