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SOIS RÉUS

Fogo Cruzado

06/03/2018-22:24:02 Atualizado em 06/03/2018-23:08:30

A Segunda Turma do STF decidiu nesta terça-feira abrir ação penal contra quatro políticos do PP que foram investigados na Operação Lava Jato e denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em 2016 pelo suposto recebimento de vantagens indevidas no esquema de corrupção da Petrobras. Com a denúncia, os deputados Luiz Fernando Faria (MG), José Otávio Germano (RS), o ex-deputado João Pizzolatti (SC), além do conselheiro do Tribunal de Contas dos municípios da Bahia e ex-deputado, Mario Negromonte (foto), se tornaram réus pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
SOIS RÉUS II
De acordo com a acusação, os valores eram operacionalizados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef. No julgamento, por maioria, os ministros também rejeitaram a denúncia em relação aos deputados do PP Mário Negromonte Júnior, Roberto Britto e Arthur LIra por falta de indícios.
SOIS RÉUS III
Durante o julgamento, que começou em agosto do ano passado e foi interrompido por pedidos de vista, os advogados de defesa dos parlamentares negaram recebimento de propina e afirmaram que a Procuradoria não apresentou provas contra os políticos.
VAZA JATO I
Relator do inquérito no STF que investiga o presidente Michel Temer e a edição de um decreto sobre o setor portuário, o ministro Luís Roberto Barroso mandou investigar o vazamento de informações sigilosas à defesa do presidente. Nesta terça, os advogados de Temer pediram a Barroso para ter acesso a um procedimento sigiloso -uma ação cautelar, que tramita paralelamente ao inquérito- em que o ministro determinou a quebra do sigilo bancário do presidente.
VAZA JATO II
Na terça-feira da semana passada, o ministro já havia ordenado que se investigassem vazamentos de informações sigilosas para a imprensa. Nesta segunda, 5, Temer informou, em nota à imprensa, que pediu ao Banco Central acesso aos extratos de suas contas bancárias para divulgá-los aos jornalistas. A nota foi emitida após o site da revista Veja noticiar que Barroso autorizou, no final de fevereiro, a quebra do sigilo bancário do emedebista referente ao período de janeiro de 2013 a junho de 2017. O inquérito que investiga o decreto dos portos foi aberto no STF no ano passado na esteira da delação da JBS. Além de Temer, são investigados o ex-deputado e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) e um sócio e um diretor da empresa Rodrimar, que atua no porto de Santos (SP).
HADDAD ESPERAVA
Após passar a tarde desta terça, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que o placar do STJ, de 5 x 0 contra o habeas corpus preventivo para Lula, era esperado. Agora, a estratégia petista é pressionar o STF para que leve a julgamento um questionamento: se um réu pode ser preso sem que seu caso seja submetido a todas
as instâncias.