OK
Close

ABSTENÇÃO

Fogo Cruzado

09/03/2018-22:25:58 Atualizado em 09/03/2018-22:34:34

Wellington Rezende (PRB) foi um dos 13 vereadores que assinaram o projeto de lei de mudança do estatuto dos servidores públicos municipais que tornou opcional o pagamento da contribuição sindical pelo funcionalismo. Contudo, ao se dar conta do que se tratava, retirou a assinatura do documento. Rezende é diretor do Sindicato dos Técnicos de Nível Médio do Estado de São Paulo. Na hora da votação ele se absteve.
 
ADIANDO PROJETOS
A ordem do dia da sessão da Câmara de Americana nesta quinta-feira, tinha 13 projetos previstos para análise e votação. Sete deles, contudo, foram retirados da pauta por pedidos de vistas ou de adiamento. Dois deles, inclusive, com prazos longos: de 90 dias. A maioria ganhou aval dos demais vereadores sem grandes problemas. Um deles, porém, chegou a dividir os parlamentares e cinco votaram contrários à nova prorrogação. Trata-se de uma proposta do suplente de vereador Geraldo Fanali. A tática de empurrar com a barriga o projeto dá a impressão de ser uma forma de adiar a votação até que o suplente possa estar na Casa para a votação.
JOGADAS
As eleições já começam a gerar articulações e jogadas de bastidores. O atual vice-governador Márcio França (PSB), que viu ir por água abaixo seu sonho de ser candidato a governador com o apoio de Alckmin, agora busca uma coligação com um partido de centro-esquerda ou esquerda, o que inclui o PT. Atualmente, o PT está em processo de discussão dos nomes de pré-candidatos e os principais favoritos são o ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho e o ex-ocupante do poder executivo em Guarulhos, Elói Pietá.
JOGADAS II
No PSDB, as disputas também não são amenas. Em conversa com o TODODIA na manhã de quarta-feira, o cientista político e pré-candidato Luiz Felipe DÁvila afirmou que desde o ano passado está em conversações com lideranças do partido para viabilizar sua candidatura. Ele assegurou que nas conversas com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu apoio para levar sua candidatura em frente.
CARTADA
Após a Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitar projeto de lei que legalizaria os jogos de azar no Brasil, defensores da proposta acreditam em uma aprovação da medida via Câmara dos Deputados do marco regulatório para os jogos. O advogado Luiz Felipe Maia, que representa empresas do setor dos jogos, afirma que a proposta, de 1991, pode ir a plenário ainda neste ano e com mais chances de aprovação do que o rejeitado pela CCJ (que também depende de votação final).
CARTADA II
Outra alternativa é a inclusão de uma emenda para legalizar cassinos e apostas esportivas na Lei Geral do Turismo, também em discussão na casa. "Pelos cassinos terem potencial de gerar grandes investimentos estrangeiros, empregos e turismo, acredito que haverá maior interesse do Congresso", disse.