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EUA pedem ações concretas de Pyongyang para encontro

Brasil e Mundo

estelita carazzai washington | 10/03/2018-17:25:00 Atualizado em 10/03/2018-17:22:07
Folhapress
MUDANÇA | Trump: decisão de aceitar o convite foi individual

O secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson confirmou nesta sexta-feira, 9, que o presidente Donald Trump vai se reunir no próximo mês com o ditador norte-coreano Kim Jon-un, mas disse que o encontro servirá apenas para os dois conversarem e que não haverá negociações envolvidas.
A declaração do chefe da diplomacia americana acontece um dia depois de Chung Eui-yong, diretor de segurança nacional da Coreia do Sul, anunciar que os dois líderes aceitaram se encontrar em maio.
Tillerson disse que os americanos ficaram surpresos ao receberem de Chung a notícia de que o ditador norte-coreano queria dialogar. "Foi o relatório mais avançado que tivemos, em termos de que Kim Jong-un não estava apenas disposto a conversar, mas expressou um forte desejo de que isso ocorresse", afirmou ele durante uma visita a capital do Djibuti, na África.
O americano disse que ainda não está definida a data do encontro, mas afirmou que a conversa ainda deve demorar algumas semanas para acontecer.
Segundo o secretário de Estado, a decisão de aceitar o convite foi tomada por Trump sozinho. "O presidente diz há algum tempo que está aberto a conversar e que estava disposto a se encontrar com Kim se as condições estivessem certas. Acredito que no julgamento do presidente, essa hora chegou."
A ideia de um encontro com Trump foi proposta por Kim em um jantar na segunda (5) que ele teve com uma delegação da Coreia do Sul em Pyongyang. Chung, que chefiava o grupo sul-coreano, viajou na quinta (8) para Washington para transmitir o convite a Trump, que aceitou de imediato.
Segundo Chung, o ditador se comprometeu a interromper os testes nucleares e lançamentos de mísseis no período das negociações com os Estados Unidos.
Kim também teria dito que não irá retomar as provocações caso se encontre com Trump. Os dois líderes trocaram uma série de insultos e acusações ao longo de 2017, na esteira de uma série de testes de mísseis e de armas nucleares feitos por Pyoingyang.
O norte coreano chegou a dizer que ter um botão nuclear ao alcance das mãos -ao que Trump, que costumava chamá-lo de "o homem do foguete", respondeu ter um botão "maior e mais poderoso".
Desde o início de 2018, porém, o ditador norte-coreano retomou o diálogo, em especial com a Coreia do Sul.
O país enviou uma delegação de atletas e diplomatas para a Olimpíada de inverno no país vizinho em fevereiro, além de ter recebido a comitiva sul-coreana em Pyongyang esta semana.