OK
Close

POUCO INTERESSE

Fogo Cruzado

28/02/2018-22:24:26 Atualizado em 28/02/2018-22:20:32

A audiência pública para a prestação de contas das metas fiscais de 2017 foi pouco atraente para os vereadores de Americana. Apenas cinco deles compareceram à reunião na manhã desta quarta-feira, 28, no plenário da Casa de Leis: Rafael Macris (PSDB), Wellington Rezende (PRB), Marco Antonio Alves Jorge (MDB) (foto), Gualter Amado (PR) e Alfredo Ondas (MDB). Assessores do Professor Padre Sérgio (PT) e de Maria Giovana Fortunato (PCdoB) acompanharam o evento. Os demais, provavelmente, devem estar inteirados o suficiente sobre os gastos públicos do ano passado.

DAE DÁ LUCRO?
Entre os vereadores presentes à audiência pública, o único a questionar o secretário de Fazenda sobre os números foi Wellington Rezende. Um dos questionamentos foi se o Departamento de Água e Esgoto (DAE) tinha, de fato, registrado um lucro de R$ 21 milhões em 2017. O secretário Ricardo Lopes Fernandes disse que, por se tratar de autarquia, não era possível falar em lucro, mas sim em superávit orçamentário. O tema é bem atual, já que é aguardado para qualquer momento o retorno ao Legislativo do projeto de lei do prefeito Omar Najar (MDB) que abre caminho para a privatização do DAE.
VOTO DISPUTADO
Por falar no assunto, o voto de Wellington Rezende pode ser importante na atual conjuntura da disputa. Acontece que, na outra vez em que o projeto foi apresentado, a oposição teve sete votos contrários e barrou a iniciativa - que exige aprovação por dois terços do plenário, ou seja, 13 dos 19 vereadores. Os comentários nos bastidores, no entanto, dão conta de que dois desses votos vão mudar de lado em uma nova investida de Omar. E angariar outros se tornou vital para a oposição. Rezende não votou da primeira vez. Foi substituído pelo suplente, que votou com o governo.
PÍFIAS
O presidente Michel Temer comentou ontem, durante entrevista coletiva em Brasília, a decisão da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de pedir ao ministro do STF Edson Fachin a inclusão do seu nome no rol de investigados do inquérito que apura repasses ilegais da Odebrecht ao MDB em 2014.
"Eu digo com a maior tranquilidade que as denúncias são pífias", disse o presidente, atribuindo as investigações a uma perseguição "patrocinada" pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot e por "alguns setores da iniciativa privada".
PÍFIOS
Temer afirmou que houve um cruel e mentiroso ataque à sua honorabilidade e que não tolerará mais ter seu nome associado a corrupção. "Gente que me acusou está na cadeia. E quem não está na cadeia está desmoralizado", disse. O presidente voltou a negar que vá disputar a reeleição. "Eu não sou candidato. Se eu passar à história como alguém que conseguiu fazer boas reformas, equilibrar o Brasil, eu me dou por plenamente satisfeito."
COISA DELE
A eventual candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à Presidência é "uma coisa dele", segundo o emedebista.