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Usina quer retomar área e cobrar eventuais prejuízos

Cidades

CRISTIAN EDUARDO BARBOSA AMERICANA | 08/01/2018-23:37:51 Atualizado em 08/01/2018-23:33:27
Cristian Eduardo Barbosa | TODODIA Imagem
sem terra | Ocupantes têm 15 dias para contestar reintegração

A Usina Ester espera retirar as famílias sem terra da ocupação no Pós-represa, em Americana, "no menor prazo possível", informou ontem a advogada da empresa, Mônica Malvezzi Rebechi. Mais de 2 mil pessoas ocuparam o terreno de 5 hectares no fim de dezembro, quando a Usina recorreu à Justiça e obteve a reintegração de posse. Os sem terra, porém, decidiriam em assembleia permanecer na área.
O terreno é usado pela Usina Ester para o plantio de cana de açúcar. A advogada da empresa, Mônica Malvezzi de Rebechi, disse, por telefone, que aguarda apenas uma reunião com a Polícia Militar (PM) para saber quando e como será feita a reintegração. Segundo ela, havia sido feito o plantio de uma nova safra e que agora estaria perdida. "A cana já estava crescendo. Agora estamos em período de entressafra, mas vamos ter que fazer um tratamento naquelas terras e um novo plantio", explicou.
A advogada não soube precisar o montante do prejuízo da usina com a ocupação das terras desde o dia 22 de dezembro. Segundo ela, isso vem sendo calculado pelos profissionais da área agrícola. Adiantou, porém, que pretende cobrar dos responsáveis pelo acampamento Roseli Nunes os eventuais prejuízos sofridos.
LOCALIZAÇÃO
Por seu lado, os sem terra mostram o registro das terras no Cartório de Imóveis que aponta parte do Sítio Boa Vista, onde estão, em território americanense e como propriedade do então Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e não está nas terras usadas pela usina. No local havia apenas mato.
A líder de comunicação dos sem terra, Hannah Maravilha, disse ontem no início da tarde que em assembleia o grupo decidiu permanecer na área e só sair de lá em caso de necessidade. Eles ocuparam a área no dia 22 de dezembro. No dia seguinte, a Usina Ester obteve na Justiça uma liminar para a reintegração de posse. A decisão dá prazo de 15 dias para a contestação e 3 dias para a desocupação pacífica. Como isso não aconteceu, caso o quadro não seja revertido juridicamente, a Justiça pode dar sequência à reintegração a qualquer momento.