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'Jogo sujo' domina eleições

Esportes

FOLHAPRESS SÃO PAULO | 07/12/2017-00:30:56 Atualizado em 07/12/2017-00:29:48
Arquivo | TODODIA Imagem
ANDRÉS SANCHEZ | "O que vou fazer? Processar todo mundo?"

O dia a dia dos candidatos a presidente de Santos e Corinthians mudou em relação a eleições passadas. Além de pedir votos a associados e apresentar propostas, eles gastam tempo considerável rebatendo ao que todos definem como "jogo sujo".
Os pleitos dos dois clubes são travados também nas redes sociais e aplicativos de mensagens, tal qual passou a acontecer na política tradicional. Daí partem boatos, ataques pessoais e o que ficou conhecido como "fake news". Notícias que não têm qualquer comprovação.
"O baixo nível passou do limite. Há blogs dizendo que fui preso, que tive de depor na Polícia Federal, que estou na (Operação) Lava Jato. Coisas absurdas", reclama Andres Rueda, um dos candidatos de oposição no Santos.
A eleição no clube está marcada para sábado e a proximidade faz com que as denúncias anônimas e boatos fiquem mais fortes.
O Corinthians já vive este fenômeno e os próprios candidatos estimam que ficará pior até a data do pleito, marcado para 3 de fevereiro.
"Fico triste. A gente fica sabendo do que está acontecendo. Vai ficar pior com o passar do tempo. Não dá para fazer nada. O que vou fazer? Processar todo mundo? Vou gastar mais com advogado do que receber de indenizações em cestas básicas", diz o deputado federal Andrés Sanchez (PT-SP), candidato da situação no Corinthians.
O vice-presidente do clube e aliado de Sanchez, André Luiz de Oliveira, é suspeito de ter recebido R$ 500 mil da Odebrecht. Levado para depor na sede da Polícia Federal, em investigação da Lava Jato, ele negou a propina.
Nos pleitos, há o fenômeno da criação de contas falsas em redes sociais para propagação de denúncias contra os candidatos.
No caso santista, existem quatro nomes que tentam chegar à presidência. No Corinthians, são cinco.
"Esta eleição vai ser sangrenta", constata outro presidenciável corintiano, Romeu Tuma Júnior. Ele denuncia que famílias de atletas da base são pressionadas a fazerem campanhas para chapas. "Está uma sujeira sem tamanho. Falaram que eu estava nos jogos torcendo contra o Santos, que sou filiado à Camisa 12 (organizada do Corinthians)...", diz José Carlos Peres, candidato pela segunda vez no Santos por chapa de oposição.