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Acusada de abandonar bebê após parto é detida

Cidades

PEDRO HEIDERICH PAULÍNIA | 07/12/2017-00:32:24 Atualizado em 07/12/2017-00:28:51
Divulgação | PM
RESGATE | Bebê sofreu um pequeno ferimento na cabeça e aparentava estar com frio

Uma mulher de 26 anos foi acusada de abandonar seu bebê após dar à luz, na madrugada de ontem, em Paulínia. Uma diarista de 53 anos, que relatou que a indiciada já tentou assaltá-la, resgatou a criança e a mãe foi detida por abandono de recém-nascido. A suspeita e o recém-nascido estão internados no HMP (Hospital Municipal de Paulínia) e passam bem. Segundo a PM (Polícia Militar), a mãe é dependente química e disse que se assustou com a quantidade de sangue durante o parto.
A diarista Maria Lucia Costa, 53, relatou que acordou por volta das 5h30 para ir trabalhar e, ao abrir a porta de casa, na Rua São Bento, no Santa Cecília, um homem que passava pela rua lhe disse que uma mulher havia deixado uma criança em um bar. "Achei que era uma criança grandinha. Dei de cara com o bebê no chão com a placenta, sangue e tudo", contou.
Lucia deu amparo ao bebê. "Eu que salvei a criança. Estava jogada na área do bar. Peguei um cobertor e enrolei nela, agasalhei a criança e acionei o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a polícia", narrou. A diarista relata que não tinha ninguém na rua quando ela pegou o bebê. "A mulher (a mãe) tinha acabado de sair correndo e entrou em um beco".
Depois que pegou a criança, outras pessoas se aglomeraram para ver o que aconteceu. "Sempre parava um, assustado. Um rapaz que é vizinho também ajudou". A PM (Polícia Militar) e a Guarda Municipal chegaram ao local.
Os policias acompanharam o bebê, que foi conduzido até o Hospital Municipal por uma ambulância do Samu. Segundo a PM, o recém-nascido sofreu um pequeno ferimento na cabeça por causa de uma queda e aparentava estar com frio.
Os guardas fizeram buscas e encontraram a mãe. A corporação relatou que ela é dependente química e alegou à equipe ter ficado com medo devido ao grande volume de sangue perdido no local. Quando a mãe era levada pela viatura, ela perguntou da criança e pediu à diarista que a acompanhasse no hospital.
"Ela estava drogada, chegou dando risada, por incrível que pareça. É o cúmulo mesmo o que a droga causa. Respondi que, se fosse o caso de acompanhar o bebê, eu iria, mas por ela não ia perder o meu dia de serviço", relatou Lucia.
Segundo o BO (Boletim de Ocorrência) do caso, mãe e filho seguiam no hospital ontem e passariam por procedimentos médicos. Ambas estavam bem. A mãe está escoltada pela PM e foi indiciada por abandono de recém-nascido. A pena é de detenção de 6 meses a 2 anos.
O registro policial aponta que o Conselho Tutelar foi acionado e que a assistente social do hospital ia pedir à Justiça a internação compulsória dela em clínica de recuperação. A polícia aguarda o término do atendimento médico e decisão judicial para os próximos procedimentos.
A Prefeitura de Paulínia informou em nota que a mãe faz tratamento psiquiátrico com profissionais do Departamento de Saúde Mental e que é atendida pelo Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e pelo Caps (Centro de Atenção Psicossocial). "Agora, a preocupação dos profissionais é dar todas as condições necessárias para que os dois tenham o melhor atendimento possível nas próximas 48 horas, enquanto o Departamento de Assistência Social tenta localizar a família da paciente para que a melhor decisão do destino de mãe e filho seja tomada", finaliza a nota do Executivo. A reportagem não conseguiu localizar familiares da acusada.