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Grupo de preservação será criado

Hortolândia, Monte Mor e Sumaré

andré rossi JOÃO CONRADO KNEIPP SUMARÉ | 08/12/2017-01:21:44 Atualizado em 08/12/2017-01:19:11
Arquivo | TODODIA Imagem
MACIEL | Secretário de Comunicação critica atuação do Pró-Memória

A Prefeitura de Sumaré pretende criar um grupo de trabalho que envolva todas as sete regiões da cidade para conhecer e preservar a história local. A iniciativa é anunciada após um diretor da Associação Pró-Memória, entidade que recupera e cataloga eventos históricos do município, escrever um artigo criticando a atuação do poder público no Horto Florestal e entrar em rota de colisão com vereadores, que passaram a questionar a forma como a associação preserva a memória do município. O secretário de Comunicação de Sumaré, Pedro Maciel, acusou a entidade de ter "viés elitista".
Segundo Maciel, o grupo de trabalho deve começar a ser estruturado na semana que vem. O secretário afirmou ainda que, no seu ponto de vista, a Associação Pró-Memória trata a história da cidade de forma "elitista".
"O Pró-Memória, do ponto de vista da função social, cumpre sua funcionalidade apenas relativa porque tem um olhar apenas para famílias que viveram e prestaram o seu trabalho e sua atividade no Centro. Sumaré é muito mais do que o Centro. É Nova Veneza, Picerno... todas as regiões. (...) Na minha opinião, o Pró-Memória tem viés elitista, antiquado e que não guarda proximidade com a Sumaré de hoje, muito menos com o século 21", afirmou Maciel.
O secretário disse que a intenção é que haja ao menos dois representantes de cada região. Ele não descarta, contudo, a participação de membros do próprio Pró-Memória, que está com repasses de verbas municipais suspensos.
"(O Pró-Memória) é uma das entidades que podem (participar), ninguém será excluído, mas teremos representantes de cada região. (...) Os repasses estão suspensos porque a entidade tem problemas de certidão, documentação", afirmou Maciel, que não soube informar há quanto tempo os repasses estão congelados.
O secretário não quis comentar diretamente os atritos entre o Pró-Memória e os vereadores. "É algo na esfera o parlamento, não cabe à administração tecer juízo de valor a esse respeito. (...) A administração tem consciência de que o Horto vêm sendo recuperado a cada dia. A festa do centenário representou o marco dessa mudança", comentou.
ATRITOS
A polêmica começou após o diretor do Pró-Memória, Alaerte Menuzzo, escrever o artigo "História da Destruição do Horto Florestal", em um jornal local, no dia 26 de novembro, no qual aponta inércia e omissão dos poderes públicos de Sumaré em relação à necessidade de revitalização do espaço.
Na publicação, ele também dispara contra os assentamentos e ocupações que ocorreram na área ao longo dos anos. "Resumindo, o Horto foi desmembrado, destruído e abandonado pelas sucessivas administrações", escreveu Menuzzo no artigo.
A publicação e os ataques à Câmara repercutiram entre os vereadores. Dois dias depois de o artigo circular, o vereador Ulisses Gomes (PT) protocolou uma moção de repúdio, que foi assinada por outros 11 parlamentares e aprovada.
Na sessão da última terça, o vereador Marcio Brianes (PCdoB) entrou com um requerimento questionando a prefeitura a respeito dos repasses de dinheiro público, receitas e despesas da Pró-Memória nos anos de 2015, 2016 e 2017. Ele também solicitou os nomes e salários dos funcionários da associação, além da avaliação da viabilidade da criação de um museu municipal pelo Executivo.
A reportagem do TODODIA entrou em contato com Menuzzo, que preferiu não comentar o caso.